MPMG condena 17 pessoas em operação contra jogo do bicho no Norte de Minas

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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) obteve a condenação de 17 pessoas envolvidas na Operação Provérbios 13:11. A operação investigou a exploração ilegal do jogo do bicho e a lavagem de dinheiro no Norte de Minas. As penas aplicadas pela Justiça somam mais de 87 anos de prisão.

As condenações incluem crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e a contravenção penal de exploração de jogos de azar. A sentença acolheu as teses apresentadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Regional de Montes Claros e pela 9ª Promotoria de Justiça de Montes Claros.

As investigações indicaram que os condenados faziam parte de uma estrutura criminosa organizada. Eles possuíam divisão de funções e atuavam de forma coordenada na exploração do jogo do bicho. A organização utilizava mecanismos financeiros e patrimoniais para ocultar os recursos obtidos com a atividade ilícita.

As apurações revelaram que a facção mantinha uma ampla rede de apostas clandestinas. Ela contava com uma estrutura administrativa e financeira própria para arrecadar, movimentar e gerir os valores provenientes do esquema criminoso. Este sistema permitia a operação contínua das atividades ilegais.

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A condenação foi fundamentada em um conjunto de provas coletadas durante a investigação. Isso incluiu interceptações telefônicas autorizadas judicialmente e a análise de dados de aparelhos celulares apreendidos. Também foram levantadas informações bancárias e fiscais dos investigados para comprovar as atividades ilícitas.

Detalhes da Operação

A Operação Provérbios 13:11 foi deflagrada em 1º de dezembro de 2023. Ela foi conduzida pelo Gaeco Regional de Montes Claros e pela Polícia Militar de Minas Gerais, com apoio da 9ª Promotoria de Justiça de Montes Claros. O objetivo era desarticular organizações criminosas envolvidas em jogos de azar ilegais e crimes de ocultação de patrimônio.

Durante a operação, foram cumpridos 65 mandados de busca e apreensão. As ações ocorreram nos municípios de Montes Claros, Januária e Brasília de Minas. A Justiça também determinou a indisponibilidade de bens dos investigados, com um limite de R$ 16,8 milhões, para garantir a reparação dos danos.

A ação mobilizou seis promotores de Justiça, servidores do MPMG e integrantes das polícias Militar, Civil e Penal. Houve também o apoio de unidades regionais do Gaeco de diversas cidades mineiras, demonstrando a amplitude da operação e a coordenação entre as forças de segurança.

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Continuidade das Investigações

De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais, as investigações prosseguem. O foco está em outras organizações criminosas consideradas distintas da estrutura agora condenada. Essas novas investigações buscam apurar delitos semelhantes na região, ampliando o combate às atividades ilegais.

O trabalho visa aprofundar a apuração de possíveis esquemas relacionados à exploração ilegal de jogos de azar, lavagem de dinheiro, agiotagem e falsidade documental. O MPMG busca desmantelar todas as redes criminosas que atuam na região, garantindo a aplicação da lei.

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