A família de um jovem de 19 anos com paralisia cerebral, morador de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, relata a falta de fornecimento de uma fórmula nutricional essencial desde setembro de 2025. Segundo informações do jornal O Tempo, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) é a responsável pela distribuição do insumo, que não está sendo entregue, obrigando a família a depender de doações.
A mãe do jovem, Patrícia Rejane Madeira, de 59 anos, afirma que, além da fórmula Trophic Basic Enteral, a família também enfrenta dificuldades para obter fraldas, que não são fornecidas pelo governo. “O Daniel está desde setembro do ano passado sem receber o leite que ele precisa. Também enfrentamos dificuldades com as fraldas, que não são fornecidas pelo governo. Ele ainda tem alergia, então nem qualquer fralda serve para ele”, conta.
Daniel Victor Madeira Abreu Costa possui paralisia cerebral desde o nascimento, convulsões de difícil controle e escoliose na coluna. Em decorrência de seu quadro clínico, ele não fala e não anda. A família sobrevive com o benefício da Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) e com doações, que se tornaram a principal fonte para adquirir os insumos básicos e parte da alimentação especial do jovem.
Patrícia explica que o valor do benefício é usado prioritariamente para o pagamento do aluguel. “A gente sobrevive com o Loas, paga o aluguel e, com o que sobra, compra o leite pra ele”, afirma a mãe. A dependência de doações se tornou uma constante para garantir o acesso à fórmula nutricional e às fraldas, itens essenciais para a rotina de cuidados do rapaz.
Para auxiliar, a família divulga a rotina de Daniel em redes sociais e recebe doações. A fralda adequada, que não causa alergias, é da marca Bigfral, tamanho G. Doações em dinheiro podem ser feitas para Patrícia Rejane Madeira, via chave Pix CPF: 741.916.246-87. Uma campanha também foi criada em um site de financiamento coletivo, acessível por meio deste link.
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) foi procurada para comentar a situação do fornecimento da fórmula nutricional e dos insumos para o paciente. De acordo com a publicação original do jornal O Tempo, até o momento da reportagem, não houve retorno por parte do órgão estadual sobre o caso. O espaço permanece aberto para um posicionamento.
