Minas Gerais tem menos policiais federais do que cidades

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Minas Gerais, com 853 municípios e uma população de 20,5 milhões de habitantes, conta com um efetivo de 750 policiais federais. Apesar do número reduzido de agentes para a extensão territorial do estado, a corporação deflagrou 362 operações em 2023, resultando na recuperação de R$ 1,2 bilhão para os cofres públicos, valor 26 vezes superior ao orçamento recebido pela unidade no mesmo período.

Em âmbito nacional, a Polícia Federal possui 12 mil agentes. De acordo com informações do jornal O Tempo, o estado de São Paulo, com o dobro da população de Minas, tem um efetivo quatro vezes maior. A título de comparação, a Região Sul, com área territorial menor que a mineira, possui 30 delegacias da PF, enquanto Minas Gerais conta com nove unidades para cobrir todo o estado.

Segundo o superintendente da PF em Minas Gerais, Richard Murad Macedo, há uma expectativa de aumento no efetivo. Uma turma de mil novos agentes está em formação para atuar em todo o país até maio, com mais mil previstos até o final do ano. Contudo, ainda não foi confirmado o número de policiais que serão designados para o estado de Minas Gerais, que possui uma superintendência e oito delegacias.

Macedo também informou que o orçamento para 2024 será 20% maior, passando de R$ 45 milhões para R$ 55 milhões. Estão previstos investimentos de R$ 140 milhões em obras na sede da corporação e recursos para a implantação de novas delegacias em Juiz de Fora e Poços de Caldas, além da criação de uma Força Integrada de Combate ao Crime Organizado com foco em crimes ambientais.

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O balanço da PF em Minas Gerais aponta um aumento de 65% no número de operações em 2023, com 362 ações realizadas, contra 220 no ano anterior. Desse total, 242 ocorreram no interior e 120 em Belo Horizonte. “Ficamos com o segundo lugar no Brasil em número de operações. Minas nunca chegou a esse patamar antes”, afirmou Macedo, destacando o desempenho da unidade.

Para 2024, a corporação pretende intensificar o combate à corrupção por meio de uma parceria com a Controladoria Geral da União (CGU). A iniciativa prevê a criação de uma base de dados compartilhada para prospectar casos e fomentar novas investigações, buscando mais agilidade e a prevenção de desvios de recursos públicos. A portaria para a criação da base de dados em Minas já foi estabelecida.

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