Boletim de Comércio Exterior da Região Geográfica Intermediária de Uberaba foi publicado pelo CEPES/UFU (Imagem: Canva)
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Exportações da Região de Uberaba atingem recorde de US$ 4,38 bilhões em 2025

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A balança comercial da Região Geográfica Intermediária (RGInt) de Uberaba registrou o maior valor de exportações de sua série histórica em 2025. As informações constam no Boletim de Comércio Exterior, elaborado pelo Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômico-Sociais da Universidade Federal de Uberlândia (CEPES/UFU).

O documento, disponível para consulta em Boletim de Comércio Exterior, mapeia o fluxo comercial de 29 municípios do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Ele destaca o impacto da mineração e do agronegócio na economia regional.

A região exportou um total de US$ 4,38 bilhões, o que representa 40,09% do seu Produto Interno Bruto (PIB). Este montante indica um aumento de 0,49% em comparação com o ano anterior. Em moeda nacional, o avanço foi de 2,98%, totalizando R$ 24,34 bilhões.

De acordo com a UFU, este crescimento em reais é um reflexo da desvalorização da moeda nacional frente ao dólar ao longo do ano. O boletim detalha os resultados por município.

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Embora o faturamento tenha atingido um recorde, o boletim aponta uma retração de 3,58% na quantidade física de produtos exportados, somando 3,88 milhões de toneladas. O aumento nos valores arrecadados ocorreu mesmo com uma queda média de 1,41% nos preços dos produtos no exterior.

A dinâmica comercial da região foi impulsionada por dois itens principais, que representaram mais de 75% da pauta exportadora. As Ferro-Ligas apresentaram um crescimento de 14,25% no valor exportado, com elevação nos preços médios.

O açúcar, apesar da queda no volume embarcado, manteve-se como o segundo pilar das exportações. Soja e Carne Bovina Congelada registraram aumentos nas vendas de 58,81% e 38,27%, respectivamente.

Araxá liderou as exportações, respondendo por 57,88% (US$ 2,54 bilhões) do total regional. Iturama destacou-se com um aumento de 62,02% em suas exportações, impulsionado pela soja e carne bovina.

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O principal destino internacional dos produtos regionais foi a China, que absorveu 42,84% do montante total. O país asiático ampliou suas compras em mais de 41%.

Insumos encarecem e elevam cifras de importação em Uberaba

No cenário das importações, a região contabilizou US$ 1,91 bilhão em compras externas em 2025. Este valor representa um aumento de 16,60% em relação a 2024.

O volume físico importado diminuiu em 3,60%, indicando que o aumento financeiro foi impulsionado pela inflação dos insumos no mercado internacional. Uberaba foi o principal polo de entrada dessas mercadorias, concentrando 88,87% do valor importado pela região.

A pauta de importação refletiu a necessidade de abastecimento para as indústrias química e agrícola locais. Os Manufaturados representaram 68,52% das compras, com predominância de tecnologias de média-alta complexidade.

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A aquisição de Compostos Heterocíclicos de Azoto/Nitrogênio cresceu 64,01%. O Enxofre registrou um aumento de 150,24% no valor importado, motivado por um disparo de 157,79% em seu preço global.

Dinâmica global e reflexos na produção agropecuária

Os dados levantados pelo CEPES/UFU se alinham ao cenário macroeconômico global, caracterizado por incertezas comerciais. Simultaneamente, o Brasil registrou uma safra recorde de grãos, com crescimento de 16,3% na produção total.

As condições climáticas no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba favoreceram a produtividade da soja, contribuindo para o desempenho da commodity no mercado asiático. O setor de proteína animal se beneficiou de restrições na oferta mundial.

Isso permitiu que o Brasil superasse a produção norte-americana e exportasse carne bovina a preços mais valorizados. Em contrapartida, o setor sucroalcooleiro regional enfrentou desafios como estresse hídrico e queimadas no Centro-Sul.

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Esses fatores impactaram a produtividade dos canaviais e reduziram os volumes de açúcar embarcados para o exterior.

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