Duplicação da BR-381 em BH prevista para ser concluída até 2028

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O governo federal anunciou, nesta segunda-feira (30), a previsão de concluir as obras da BR-381, no trecho entre Belo Horizonte e o distrito de Ravena, em Sabará, até o segundo semestre de 2028. As intervenções, previstas no Novo PAC, terão um custo de R$ 525 milhões e dependem do reassentamento de 800 famílias que residem às margens da rodovia, com início previsto para o segundo semestre de 2026.

A parte da via que começa em Belo Horizonte corresponde ao Lote 8B, compreendendo o trecho entre o km 440,4 e o km 453,8. Este percurso, entre Sabará e a capital mineira, totaliza 13,4 quilômetros de extensão. A execução das obras, no entanto, está condicionada a um acordo em discussão na Justiça Federal para o pagamento de indenizações e o reassentamento das famílias.

De acordo com informações do jornal O Tempo, o secretário executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, afirmou que o documento está próximo de ser formalizado. “É um projeto muito importante, mas ele funciona com um acordo que está prestes a ser assinado, que é o acordo da desocupação da beira da rodovia, para a gente avançar com a obra do lote 8B”, explicou.

“A gente já disponibilizou R$ 65 milhões para pagar a primeira parcela, e, até o final do ano, a ideia é pagar R$ 150 milhões. Falta só o Ministério Público Federal aprovar, e, com isso, a gente vai fazer o que vai ser a maior remoção de pessoas de áreas de conflito com a rodovia.”

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O representante do governo federal projeta que as remoções possam ocorrer ainda em 2026, permitindo que as obras de duplicação na rodovia se encerrem até 2028. Santoro atribuiu o avanço nas negociações a uma “mudança de cultura” do Ministério dos Transportes e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que é o órgão responsável pelas intervenções na rodovia.

“Eu estou muito otimista porque com o acordo assinado, com as casas do programa Minha Casa e Minha Vida já encaminhadas, eu acredito que a gente consiga fazer essa remoção ao longo desse ano e do próximo ano”, afirma. “A gente fez planejamento, fez um projeto muito focado em resultados e a gente negociou com os órgãos ambientais e com os órgãos federais, de controle, como o Ministério Público Federal, como a Justiça Federal. A gente não está fazendo nada imposto, a gente está negociando a solução.”

Detalhes e desafios da obra

Conforme o DNIT, as obras no trecho incluem duplicação integral, além da construção de cinco viadutos, seis passarelas, uma ponte e cinco passagens inferiores. Antônio Gabriel, superintendente regional do DNIT em Minas Gerais, estima que a ordem de início seja dada no segundo semestre de 2026, mas reconhece possíveis desafios, como o reassentamento das famílias e a gestão do trânsito local.

“A gente sabe da dificuldade que vai ser fazer essas obras, principalmente por causa do trânsito, do tráfego, que é grande em todos os locais, mas são obras também que a gente julga fundamentais, até para melhorar também a acessibilidade”, diz. “A nossa programação inicial de cronograma pode se estender um pouco mais ou talvez possa até adiantar. Aí vai depender muito do andamento que a gente vai ter da obra, do regime de chuvas, dessa compatibilidade com o trânsito da cidade. A gente precisa fazer a obra, mas ao mesmo tempo a gente precisa deixar o trânsito fluir também.”

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Trecho entre Ravena e Caeté

Nesta segunda-feira, o Ministério dos Transportes também autorizou o início das obras do Lote 8A, correspondente ao trecho entre Ravena e Caeté. As intervenções devem começar em 15 de abril, com prazo de conclusão também para 2028. Para este lote, que prevê duplicação completa, terraplenagem, pavimentação e drenagem, serão investidos R$ 405,4 milhões, segundo o DNIT.

O projeto para este lote abrange ainda a implantação de sete viadutos, seis passarelas e oito passagens inferiores. Essas estruturas são classificadas como Obras de Arte Correntes (OAC) e Obras de Arte Especiais (OAE), sendo parte fundamental do plano de modernização da infraestrutura da rodovia, visando melhorar o fluxo e a segurança para os usuários da via.

Contexto da Concessão

Em fevereiro do ano anterior, o governo federal assinou o contrato de concessão da BR-381 entre Caeté e Governador Valadares. O edital, no entanto, excluiu o segmento entre Belo Horizonte e Caeté devido ao grande número de desapropriações de imóveis, fator que, segundo diagnóstico do governo, afastava o interesse de investidores.

Com essa exclusão, o governo federal assumiu a responsabilidade pelas desapropriações e pelas obras de duplicação no trecho entre a capital e Caeté. Após a conclusão, o percurso será entregue à administração da empresa Nova 381. A concessionária está em negociação com o governo para realizar a manutenção do trecho enquanto as obras de duplicação são executadas pela União.

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