A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, deixará o comando da pasta para concorrer à reeleição como deputada estadual em Minas Gerais. A saída será formalizada nesta semana, após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em cumprimento aos prazos da legislação eleitoral para as eleições de outubro. Com sua partida, o estado terá apenas um representante no primeiro escalão do governo.
De acordo com informações do jornal O Tempo, a ministra tem uma reunião agendada com o presidente Lula nesta terça-feira (31), em Brasília, para oficializar sua saída. A expectativa é que a transferência do cargo seja efetivada na quarta-feira, 1º de abril. Políticos que ocupam cargos executivos precisam deixar suas funções até 4 de abril para disputar as eleições deste ano, garantindo isonomia na disputa.
Com a saída de Evaristo, Minas Gerais passa a contar apenas com Alexandre Silveira, titular do Ministério de Minas e Energia, entre os quadros ministeriais do governo federal. Após ser cogitado para outras candidaturas, Silveira deve permanecer na pasta e atuar na eleição apenas como coordenador da campanha de Lula no estado, conforme apurado pela reportagem.
Retorno ao Legislativo estadual
Macaé Evaristo retornará à sua cadeira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), da qual estava licenciada desde setembro de 2024, quando assumiu o ministério. Sua nomeação para o governo federal ocorreu após a saída do então ministro Silvio Almeida. Com a volta da titular, o suplente Hely Tarqüínio (PT) deixa o cargo que ocupava na assembleia.
De volta ao cenário político mineiro, a ministra é pré-candidata à reeleição como deputada estadual pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Filiada à legenda, ela é natural de São Gonçalo do Pará, no Centro-Oeste do estado. A movimentação cumpre o prazo de desincompatibilização necessário para que ela possa participar do pleito eleitoral que ocorre em outubro deste ano.
