Cerimônia do Santo Sepulcro em Sabará atrai fiéis

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Segundo informações do jornal O Tempo, o pároco Wellington Eládio Nazaré de Faria afirmou que a cerimônia é uma forma de vivenciar o mistério da paixão. “É uma celebração muito própria de Sabará. Como a sexta-feira já tem a liturgia oficial da Paixão, esse momento foi antecipado. E, a partir da abertura do sepulcro, os fiéis vêm para esse encontro mais íntimo, de oração e reflexão”, explica.

Manjericão foi distribuído aos presentes durante o evento. Para o historiador José Bouzas, de 82 anos, a tradição tem origem popular e espontânea, sendo transmitida entre gerações. “É algo espontâneo, que vem sendo passado de geração em geração. Uma forma de vigília, de estar em silêncio, em solidariedade ao sofrimento de Cristo”, conta. A prática mantém características como a introspecção e a oração silenciosa.

Entre os participantes, o aposentado Wilian Soares dos Santos, de 63 anos, relatou que acompanha a celebração desde a infância, sendo uma tradição familiar. “Eu fui criado nesse ambiente. Pra mim, é um momento de agradecer. A gente acaba passando isso pra frente, vira tradição de família. Meus avós e meus tios sempre participaram e agora ensino a minha filha também”, disse.

Outro elemento da cerimônia é o som das matracas, instrumentos de madeira que substituem os sinos durante o período. Francisco Dário dos Santos, conhecido como Chiquinho, é um dos responsáveis por manter o costume há 42 anos. “A matraca representa o sofrimento, é um som mais grave, de luto mesmo. E também serve para chamar os fiéis, já que o sino não toca”, explica.

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Francisco Dário dos Santos também se dedica a ensinar a tradição para as novas gerações, como o adolescente Enzo Luccas Siqueira, de 12 anos. Para ele, é fundamental garantir a continuidade do costume. “Se não passar para frente, acaba. E isso aqui não pode acabar”, afirma. A cerimônia atrai moradores e visitantes ao Centro Histórico da cidade anualmente para a celebração.

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