O Cruzeiro estreia na Copa Libertadores nesta terça-feira (7), às 21h (horário de Brasília), contra o Barcelona de Guayaquil, no Equador. O adversário ocupa a terceira posição em seu campeonato nacional e vem de uma vitória sobre a LDU. A partida acontecerá no Estádio Monumental Isidro Romero Carbo, em Guayaquil, e marca o início da jornada da equipe brasileira no torneio continental.
Em sete jogos disputados no torneio local, o Barcelona de Guayaquil somou 12 pontos, com um retrospecto de três vitórias, três empates e uma derrota. A equipe se destaca pela defesa, que sofreu apenas três gols, enquanto o ataque marcou seis vezes. Esta consistência defensiva é um dos pontos de atenção para o time do Cruzeiro no confronto.
De acordo com uma análise do jornal O Tempo, baseada em informações do jornalista esportivo equatoriano Jorge Plaza, o time desenvolveu uma identidade reconhecível. “O trabalho do técnico César Farías começa a consolidar uma identidade bastante reconhecível: um time organizado, disciplinado taticamente, que muitas vezes cede o protagonismo ao adversário para, depois, explorar os espaços com inteligência e eficácia”.
Destaques da equipe
Segundo a análise de Plaza, um dos protagonistas do Barcelona de Guayaquil é o goleiro Contreras, descrito como “o melhor arqueiro do Campeonato Equatoriano até o momento”. Na defesa, o zagueiro paraguaio Javier Báez é ressaltado por seu posicionamento e jogo aéreo. Estes jogadores formam a base do sistema defensivo da equipe equatoriana, que tem sido um diferencial na temporada.
No meio-campo, o jornalista destaca a versatilidade de Lugo, que atua tanto na marcação quanto na saída de bola. Ao seu lado, Jhonny Quiñónez joga com mais liberdade, chegando ao ataque e contribuindo com gols. No setor ofensivo, a equipe conta com a mobilidade de Cano e o oportunismo de Darío Benedetto, artilheiro do time com três gols em dez partidas.
“Em síntese, trata-se de uma equipe que, sem necessariamente monopolizar a posse de bola, demonstra maturidade tática, eficiência e uma proposta de jogo cada vez mais consolidada”, comenta Jorge Plaza sobre o perfil geral do adversário do Cruzeiro. A equipe foca em ser eficiente com as oportunidades que cria, em vez de controlar o jogo através da posse de bola.
Esquema tático
O Barcelona de Guayaquil não possui um esquema tático fixo, adaptando-se conforme o adversário, embora costume iniciar os jogos na formação 5-3-2. Conforme a análise de Plaza, o técnico César Farías frequentemente organiza a linha defensiva com um número maior de jogadores em diferentes momentos da partida, priorizando a solidez do setor para controlar as ações ofensivas.
“Esse recuo não é passivo, mas estratégico: busca fechar os espaços interiores, induzir o adversário ao erro e preparar o terreno para a transição”, explica o jornalista. “A partir daí, quando recupera a bola, a equipe modifica consideravelmente sua configuração ofensiva. Os alas ganham profundidade, os meio-campistas se soltam e os atacantes encontram maior liberdade para se movimentar entre linhas”, salienta Jorge Plaza.
A posse de bola não é um aspecto determinante no estilo de jogo do time equatoriano. A principal característica da equipe de César Farías é a capacidade de se adaptar ao que cada partida exige e ser decisiva nos momentos cruciais. O time foca em uma gestão estratégica do ritmo do jogo, em vez de buscar o domínio constante das ações com a bola.
“Trata-se de uma equipe claramente construída para gerir os tempos da partida: pressiona em momentos muito específicos, geralmente após perdas de bola ou na saída do adversário, e, uma vez que a recupera, aposta em surpreender com transições rápidas e bem coordenadas”, conclui o jornalista equatoriano em sua análise sobre o primeiro adversário do Cruzeiro na competição continental.
