Afroempreendedorismo movimenta R$ 2 trilhões e avança como opção de inclusão no Brasil

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Negócios criados ou liderados por pessoas negras cresceram 22% nos últimos dez anos e movimentam aproximadamente R$ 2 trilhões anualmente no Brasil, conforme dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

De acordo com registros históricos, os primeiros empreendimentos surgiram ainda no período colonial, quando pessoas escravizadas comercializavam produtos e serviços. Alguns atuavam de forma autônoma, enquanto outros eram controlados por seus senhores. Aqueles que conseguiam valores acima do exigido podiam guardar o excedente ou até comprar sua liberdade.

Após a abolição, o empreendedorismo se tornou uma resposta à exclusão econômica e social enfrentada pela população negra. Segundo Yone Maria Gonzaga, doutora em Educação pela UFMG, o afroempreendedorismo ainda enfrenta obstáculos como racismo estrutural e dificuldades no acesso a financiamentos.

“É comum que cargos mais bem remunerados e posições de liderança tenham baixa representatividade negra. Nesse contexto, o empreendedorismo surge como alternativa de sobrevivência e espaço para expressão criativa e identitária”, afirma Gonzaga.

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Empreendimentos quilombolas ganham destaque

A UFMG destacou em reportagem recente a agroindústria Pontinha de Sabor, liderada por mulheres quilombolas em Paraopeba (MG). O empreendimento produz alimentos à base de pequi, como doces, farofas e óleos, combinando tradição e sustentabilidade.

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