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O Programa Esperança Garcia, iniciativa da Advocacia-Geral da União (AGU) para inclusão de estudantes negros na carreira jurídica, foi apresentado em evento da Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra. A participação ocorreu durante a 5ª sessão do Fórum Permanente de Pessoas Afrodescendentes, que celebrou os 25 anos da Declaração de Durban.
De acordo com a AGU, a assessora Especial de Diversidade e Inclusão, Cláudia Trindade, destacou os objetivos do programa durante o encontro. Criado em 2023 em parceria com o Ministério da Igualdade Racial, o Esperança Garcia oferece bolsas de estudo, mentoria e apoio psicológico a estudantes de direito.
Segundo Cláudia, o programa busca superar desafios específicos enfrentados por alunos negros, como dificuldades econômicas e falta de acesso a redes de apoio. “Há barreiras que vão além do preconceito, incluindo a mentalidade do próprio aluno, que muitas vezes não se vê em espaços de poder”, afirmou.
O programa recebeu 3 mil inscrições e selecionou 130 bolsistas. Seis alunos foram aprovados em concursos públicos, como do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Ministério Público da União (MPU). Outros concluíram o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Cláudia Trindade afirmou que a iniciativa superou expectativas iniciais e inspirou outros órgãos públicos. “Nosso desejo é que o Esperança Garcia continue nos próximos anos”, disse. O evento na ONU também contou com representantes do Ministério da Igualdade Racial e organizações da sociedade civil.
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