“`
A Operação Real State, deflagrada nesta quarta-feira (15), desarticulou uma organização criminosa especializada em fraudes imobiliárias de alto padrão em Jurerê Internacional, Florianópolis. De acordo com a Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), o esquema causou prejuízos estimados em R$ 12 milhões e atuava em seis estados.
A ação contou com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Coordenação-Geral de Repressão a Crimes Cibernéticos (Ciberlab), da Diretoria de Inteligência e Operações (Diopi) e da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). Polícias Civis do Amazonas, Maranhão, Goiás e Roraima também participaram da operação.
Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão e dez de prisão temporária em sete cidades: Boa Vista (RR), Brejo de Areia (MA), Caucaia (CE), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Goiânia (GO) e Trindade (GO).
Modus operandi
Segundo a PCSC, o grupo fraudou a venda de cinco terrenos de luxo em Florianópolis usando dois métodos principais. Em um dos casos, criminosos acessaram assinaturas digitais do portal Gov.br para incluir um proprietário de imóvel como sócio fraudulento de uma empresa de transporte no Ceará. O terreno foi integrado ao capital social da empresa e vendido a terceiros.
Nos demais casos, o grupo usou procurações falsas, supostamente emitidas por cartórios cearenses, para lavrar escrituras e vender imóveis sem o conhecimento dos donos legítimos.
“O grupo atuava de forma estruturada, utilizando invasões digitais com uso indevido de assinaturas eletrônicas e falsificação de documentos para transferir e vender imóveis sem o conhecimento dos proprietários”, afirmou o delegado Osmar Carraro, da PCSC.
Prejuízo e lavagem de dinheiro
De acordo com a PCSC, os imóveis eram oferecidos abaixo do valor de mercado para agilizar as vendas e dificultar a recuperação dos valores. Após as transações, o dinheiro era distribuído em várias contas bancárias para pagar comissões a corretores e transferências a um dos principais envolvidos no Ceará.
Os investigados responderão por estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que podem chegar a 21 anos de prisão. A operação continua para identificar outros participantes e recuperar ativos.
“`
