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Luiz Marinho discute redução da jornada sem corte de salários
As centrais sindicais entregaram ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira (15), no Palácio do Planalto, as propostas da classe trabalhadora para o período de 2026 a 2030. O documento foi elaborado durante a plenária da Conferência Nacional das Classes Trabalhadoras (Conclat) e inclui a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.
O Governo do Brasil encaminhou ao Congresso Nacional, na terça-feira (14), um Projeto de Lei em regime de urgência que prevê a redução da jornada sem diminuição de salários e estabelece o fim da escala 6×1, demanda histórica das entidades sindicais.
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, o ministro Luiz Marinho destacou a importância da proposta. “A proposta enviada pelo Governo significa valorização da vida dos brasileiros. O que se debate é a redução da jornada de trabalho sem redução de salário”, afirmou.
O Projeto de Lei estabelece o fim da jornada 6×1 sem corte nominal ou proporcional de salários, válido para contratos em vigor e futuros, em todos os regimes de trabalho. A proposta também prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, garantindo dois dias de descanso remunerado.
Marinho também abordou a preocupação com a pejotização, que compromete as relações de trabalho no país. “A pejotização leva à desestruturação das relações de trabalho, destruindo o Fundo de Garantia e fragilizando a Previdência Social”, avaliou.
Na reunião com Lula, participaram lideranças de centrais sindicais, como a CUT, CTB e Força Sindical. As entidades apresentaram 68 reivindicações, sendo 26 prioritárias, incluindo a regulamentação da Convenção 151 da OIT e a valorização do salário mínimo.
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