Projeto Caminhos das Águas 2026 do Ministério da Cultura e da UFVJM conclui etapa formativa e divulga universidades selecionadas para a segunda etapa

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O projeto de extensão Caminhos das Águas: Fortalecendo Fazeres e Saberes Artísticos e Culturais, uma iniciativa do Ministério da Cultura (MinC) em parceria com a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), concluiu sua primeira etapa formativa online.

Esta etapa reuniu 114 participantes. Após sua finalização, foram anunciadas as quatro Instituições de Ensino Superior (IES) selecionadas para as próximas ações presenciais de formação de agentes culturais locais em diversos territórios do Brasil.

A seleção das IES foi baseada em critérios de participação e na qualidade dos projetos apresentados ao final da etapa formativa. Uma comissão de pareceristas analisou os projetos.

A coordenação-geral do projeto divulgou as quatro instituições que receberão apoio financeiro para aplicar a formação presencial em seus territórios. São elas:

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  • Região Norte: Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA);
  • Região Nordeste: Universidade Federal do Cariri (UFCA);
  • Região Sul + UFU: Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA);
  • Classificação Geral: Instituto Federal da Paraíba (IFPB).

De acordo com a UFVJM, as informações sobre a seleção das IES para a segunda etapa foram publicadas no portal da universidade e podem ser conferidas aqui.

Como primeira etapa do projeto Caminhos das Águas, o curso de extensão online “Educação dos Sentidos para fazer sentido” foi realizado entre 18 de março e 6 de abril. O curso reuniu 114 cursistas de 12 instituições inscritas, além da própria UFVJM.

Em seis encontros síncronos, foram debatidos temas como a apresentação do Caminhos das Águas, sua metodologia, ações realizadas na primeira edição e objetivos da segunda edição. Outros temas incluíram Histórias a serem contadas: Memórias e Raízes; Sentires, Saberes e Sabores; Arte como expressão de identidades, diversidade e acessibilidade; Poesia como elemento transformador da sociedade e expressão e produção de diálogos.

Além do conteúdo teórico e de trocas de experiências com artistas e educadoras como Fabiana Cozza e Daiara Tukano, os participantes passaram por um laboratório prático de elaboração de projetos culturais.

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“O objetivo central desta primeira fase foi preparar as equipes para atuarem como multiplicadoras da metodologia em suas regiões”, explica a coordenadora-geral do projeto, Rosi Bechler.

Trilha formativa e edital Olhinhos d´Água

Nesta segunda etapa, que se inicia agora, será realizada a trilha formativa presencial “Educação dos Sentidos para fazer sentido”. Esta trilha é destinada a agentes culturais locais, como artesãos, artistas, educadores, arte-educadores e educomunicadores.

Os participantes receberão certificado de extensão universitária. Os educadores-articuladores da trilha formativa receberão bolsa e verbas durante a formação presencial, além de certificado de curso de aperfeiçoamento e de participação no Seminário Caminho das Águas.

Durante esse processo de formação presencial, os integrantes elaborarão projetos para participação no edital Olhinhos d´Água. A culminância do projeto, na terceira etapa, será a premiação cultural Olhinhos d’Água.

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Esta premiação oferecerá apoio financeiro e pedagógico para que pelo menos 10 projetos autorais criados durante a formação sejam implementados nas comunidades.

Impacto social e democratização da cultura

O projeto Caminhos das Águas: Fortalecendo Fazeres e Saberes Artísticos e Culturais é fundamentado na necessidade de interiorizar as políticas públicas de cultura. O objetivo é romper com a concentração histórica de recursos nos grandes centros urbanos.

Segundo informações da coordenação-geral, a iniciativa funciona como um ‘sistema de irrigação capilar’. Em vez de se ligar apenas a áreas já férteis, utiliza educadores-articuladores para levar formação e recursos diretamente às raízes, ou seja, aos agentes culturais de territórios marginalizados.

Para o Ministério da Cultura e a UFVJM, o projeto Caminhos das Águas fortalece o auto-reconhecimento dos mestres de saberes e artistas locais. Além disso, consolida uma rede nacional de colaboração em arte, educação e cultura.

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Por Coordenação-geral do projeto Caminhos das Águas 2026

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