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A arrecadação federal alcançou R$ 229,2 bilhões em março de 2026, segundo dados da Receita Federal do Brasil. O valor representa crescimento real de 4,99% em relação ao mesmo período de 2025, após desconto da inflação pelo IPCA. É o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica, em 2000.
No acumulado do primeiro trimestre de 2026, a arrecadação somou R$ 777,1 bilhões, com alta real de 4,58% sobre 2025. O desempenho foi influenciado principalmente por tributos vinculados ao comércio exterior, renda e operações financeiras.
Fatores do crescimento
De acordo com a Receita Federal, o aumento nas importações (21,69% em volume de dólares) e ajustes na legislação tributária impulsionaram o resultado. Contribuições previdenciárias totalizaram R$ 61,8 bilhões, com crescimento real de 4,95%.
O Imposto de Importação e o IPI somaram R$ 12,6 bilhões, alta de 31,56%. Já o IOF registrou R$ 8,3 bilhões, com aumento real de 50,06%, influenciado por operações de crédito e mudanças legais.
Desempenho por setores
As atividades financeiras, comércio atacadista e fabricação de veículos foram os setores que mais contribuíram. O IRPJ e CSLL somaram R$ 37,4 bilhões, com variação real de 1,16%.
As receitas administradas pela Receita Federal atingiram R$ 223,5 bilhões em março, crescimento real de 5,56%. No trimestre, o valor chegou a R$ 751,9 bilhões, alta de 5,59% sobre 2025.
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