Luiz Marinho discute o fim da escala 6×1 para melhorar o ambiente de trabalho

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defendeu o fim da escala de trabalho 6×1 durante participação no programa “Bom Dia, Ministro” nesta quinta-feira (30). Segundo ele, a proposta do governo federal busca reduzir a jornada semanal para 40 horas, sem corte salarial, garantindo duas folgas semanais.

De acordo com Marinho, a mudança visa melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e aumentar a produtividade. “É necessário fazer uma correção de uma jornada que é extenuante. Estão aumentando as doenças profissionais, especialmente mentais, além de acidentes e faltas”, afirmou.

Projeto em tramitação

O debate ocorre após o envio ao Congresso Nacional do projeto de lei que prevê o fim da escala 6×1, com urgência constitucional. Na Câmara dos Deputados, propostas relacionadas já avançaram na Comissão de Constituição e Justiça.

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Marinho destacou que empresas que adotaram o modelo 5×2 tiveram experiências positivas. “Seguramente levaria a um processo de melhoria do ambiente de trabalho, evitando doenças e faltas que derrubam a produtividade”, disse.

Impactos econômicos

O ministro reconheceu preocupações do setor empresarial, mas afirmou que ganhos de produtividade podem compensar custos. “Há um terrorismo de que o mundo vai acabar com a redução da jornada sem redução de salário. Historicamente, sempre melhora o ambiente de trabalho”, argumentou.

Ele citou como exemplo a redução da jornada de 48 para 44 horas semanais na Constituição de 1988. “Aumentamos a produtividade, melhoramos a qualidade da produção e diminuímos acidentes”, lembrou.

Flexibilidade e negociação

Marinho esclareceu que o governo não propõe o fim do trabalho aos fins de semana, mas sim a reorganização da jornada. Empresas que necessitam de funcionamento contínuo poderão manter operações por meio de negociações coletivas.

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“As folgas podem ser consecutivas ou não. Vai depender da formatação que o Congresso aprove. Nosso governo propõe flexibilidade”, explicou. Ele sugeriu que o tema seja definido em convenções coletivas entre sindicatos.

Resistência do mercado

O ministro citou casos de vagas não preenchidas devido à rejeição da escala 6×1. “Há uma grita da sociedade, especialmente da juventude, por mais tempo para família e formação”, disse, mencionando um feirão de emprego em Brasília onde candidatos recusaram vagas com apenas uma folga semanal.

Marinho reforçou que o objetivo é modernizar as relações de trabalho sem comprometer a economia. O governo mantém diálogo com setores produtivos para avaliar possíveis impactos das mudanças.

Trabalhadores por aplicativo

Sobre motoristas de aplicativo, Marinho afirmou que a regulamentação do setor está paralisada no Congresso por falta de consenso. Entre as propostas do governo estão remuneração mínima de R$ 10 por entrega e pagamento de R$ 2,50 por quilômetro rodado.

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