Estudo internacional indica impacto positivo do Bolsa Família em emprego e saúde

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Um estudo internacional do National Bureau of Economic Research (NBER) indica que a expansão do Bolsa Família em 2012 resultou em maior geração de emprego e reduziu internações e mortalidade. A pesquisa foi conduzida por economistas da Columbia University, Stanford University e Fundação Getulio Vargas (FGV).

De acordo com o estudo, a reforma estabeleceu um piso de renda para garantir que famílias não permanecessem abaixo da linha de extrema pobreza. Os pesquisadores analisaram dados do Cadastro Único, folha de pagamento do programa, RAIS e Sistema de Informações Hospitalares do SUS.

Os resultados mostram que a taxa de emprego entre beneficiários cresceu 4,8%. A mortalidade caiu 14%, o que equivale a aproximadamente mil vidas salvas. A probabilidade de hospitalização reduziu 8%.

O tempo de permanência hospitalar diminuiu 6%, enquanto os custos hospitalares financiados pelo Estado caíram entre 14% e 15%. Internações por subnutrição recuaram 38%.

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Houve redução de 8% nas hospitalizações por doenças infecciosas e 9% por complicações digestivas. O gasto das famílias com medicamentos aumentou cerca de 50%.

Segundo os pesquisadores, a renda adicional atuou como ferramenta para remover barreiras básicas de saúde e subsistência. Isso devolveu capacidade física e mental para buscar e manter postos de trabalho.

A análise focou na reforma que criou complemento financeiro para garantir que nenhuma família ficasse abaixo da linha de extrema pobreza após repasses regulares do programa.

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