**Cemaden alerta para riscos de incêndios e impactos do El Niño**
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) participou da primeira reunião de 2026 da Sala de Situação sobre Incêndios Florestais, realizada no Palácio do Planalto. O encontro, coordenado pela Casa Civil e pelo Ministério do Meio Ambiente, reuniu mais de 20 órgãos federais para discutir ações preventivas diante das projeções climáticas para o segundo semestre.
De acordo com o Cemaden, o Dr. Christopher Cunningham Castro, líder do Grupo de Estudos de Fogo, apresentou o cenário de risco para este ano, confirmando a ocorrência do fenômeno El Niño em 2026, com efeitos que devem se estender até 2027. O monitoramento é contínuo, pois impactos graves podem ocorrer mesmo em eventos de intensidade moderada.
As projeções indicam diferentes riscos por região:
– **Norte e Nordeste:** Redução das chuvas e aumento das temperaturas, podendo gerar estiagem mais severa e elevar o risco de insegurança hídrica.
– **Sudeste e Centro-Oeste:** Possível atraso no início da estação chuvosa, comprometendo a recuperação de reservatórios.
– **Sul:** Previsão de aumento nas chuvas, diferentemente do restante do país.
O Cemaden destacou o aumento na probabilidade de ondas de calor, que intensificam a inflamabilidade da vegetação. Para maio a julho de 2026, 17 municípios estão em nível de “alerta alto” e 144 em “alerta” para risco de incêndios.
Christopher Cunningham enfatizou que a preparação antecipada é essencial para reduzir danos. Evidências mostram que cada dólar investido em prevenção pode evitar perdas quatro vezes maiores no futuro.
