Um professor de 55 anos, preso em flagrante no domingo (24) por suspeita de enviar mensagens de teor sexual a um aluno de 13 anos, foi solto nesta segunda-feira (25) após audiência de custódia em Belo Horizonte. A decisão judicial permite que ele responda ao processo em liberdade. O homem era monitor de dança em uma Escola Integrada da rede municipal.
Em entrevista ao jornal O Tempo, a mãe do adolescente, que não será identificada, manifestou sua reação à decisão. “Ele sabe onde a gente mora. Estou indignada. Com tanta prova, preso em flagrante. É muito revoltante”, declarou. Ela acrescentou que o filho continua emocionalmente abalado e que não informou o jovem sobre a soltura do suspeito por receio de sua reação.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) foi procurado para fornecer detalhes sobre a decisão que resultou na soltura do investigado, mas ainda não houve um posicionamento oficial sobre o caso. A reportagem aguarda o retorno do órgão para mais informações sobre os fundamentos da medida que concedeu a liberdade provisória ao professor investigado pela Polícia Civil.
O caso
A investigação começou após a mãe do adolescente desconfiar das conversas entre o filho e o monitor. Conforme o relato, o professor teria começado oferecendo bombons e insistindo para que o menino participasse das aulas. Posteriormente, o suspeito passou a enviar mensagens com insinuações sexuais e imagens íntimas, o que motivou a denúncia da família às autoridades.
A mãe passou a se comunicar com o suspeito se passando pelo filho e registrou as mensagens. Segundo ela, o homem perguntou se alguém tinha acesso ao celular do garoto e afirmou que a conversa deveria “ficar só entre eles”. Ainda conforme o relato, o professor também teria tentado marcar encontros presenciais, orientando o adolescente a mentir para sair de casa.
No domingo (24), policiais militares acompanharam a troca de mensagens e organizaram uma operação. A mãe, fingindo ser o filho, marcou um encontro. O suspeito enviou um carro de aplicativo para buscar o menino e levá-lo até sua casa, onde foi preso em flagrante. A Polícia Civil de Minas Gerais informou que ele foi autuado pelos crimes de satisfação de lascívia e aliciamento de menor.
A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) informou que o contrato do monitor foi rescindido e afirmou que presta assistência ao estudante e aos familiares. O inquérito segue em andamento e a Polícia Civil apura a possibilidade de o suspeito ter feito outras vítimas. O caso continua sob investigação para determinar a extensão dos atos e identificar outros possíveis envolvidos.
