Debates sobre o audiovisual focam em cooperação ibero-americana e políticas de fomento no Rio2C

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**Cooperação ibero-americana e políticas de fomento centralizam debates sobre o audiovisual no Rio2C**

O Ministério da Cultura (MinC) e representantes do setor audiovisual ibero-americano debateram estratégias para fortalecer o mercado e atrair investimentos estrangeiros durante o painel *Film Commissions e Coproduções na Ibero-América: Marcos, Incentivos e Oportunidades*, realizado no Rio2C, no Rio de Janeiro.

De acordo com o MinC, a secretária do Audiovisual, Joelma Gonzaga, destacou a importância das *film commissions* como indutoras de previsibilidade econômica e das coproduções internacionais para compartilhar custos e ampliar a circulação de obras.

Joelma Gonzaga afirmou que a articulação entre países ibero-americanos visa unificar esforços em programas como o Ibermedia e a Conferência de Autoridades Cinematográficas Ibero-americanas (CAACI).

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A secretária-executiva de Economia Criativa do Chile, Camila Gallardo Valenzuela, reforçou a necessidade de políticas territoriais para romper o isolamento geográfico e comercial das indústrias audiovisuais da região.

**Brasil Film Commission**

Foi anunciada a criação de um escritório federal para apoiar a atividade cinematográfica no Brasil. O modelo, desenvolvido por um Grupo de Trabalho Interministerial com apoio da Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), divide-se em três pilares: Comitê Nacional de Apoio às Filmagens, Rede Nacional de *Film Commissions* e a Brasil Film Commission.

Christiano Braga, mediador do painel, destacou que a iniciativa busca criar previsibilidade para produções audiovisuais e aumentar a competitividade do Brasil no mercado internacional.

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**Cinema brasileiro no cenário global**

Joelma Gonzaga citou o desempenho de filmes brasileiros em festivais internacionais, como Berlim e Cannes, como exemplo da crescente projeção global do cinema nacional.

**Experiência chilena**

Camila Gallardo Valenzuela relatou que a comissão fílmica chilena, criada em 2011 e reestruturada em 2024, ajudou a inserir o país no mercado audiovisual internacional através de acordos de cooperação.

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**Inclusão e descentralização**

O MinC prioriza políticas de inclusão, com incentivos para projetos liderados por mulheres e pessoas negras. O programa Arranjos Regionais, que promove coinvestimento em produções locais, já tem adesão de 41 unidades federativas.

A cineasta Lígia Tristão Prieto destacou a importância de diversificar as narrativas no audiovisual, citando o longa-metragem *Quando a Gente se Encontrar*, produzido no Mato Grosso do Sul com apoio da Lei Paulo Gustavo.

O projeto, com orçamento de R$ 1 milhão, empregou 150 profissionais locais e reforçou a necessidade de representatividade no setor.

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