Estudantes da rede municipal de Belo Horizonte participam de atividades educativas no CEA Pampulha durante a Semana da Mata Atlântica

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O Centro de Educação Ambiental da Pampulha (CEA), localizado no bairro Castelo, realiza uma programação especial em comemoração à Semana da Mata Atlântica. As atividades ocorrem nesta semana, com foco na educação ambiental e na conscientização sobre o bioma.

Nesta quinta-feira (28), estudantes da Escola Municipal Dom Bosco participarão de uma trilha guiada na mata do CEA Pampulha. A trilha abordará espécies de árvores, abelhas e aves nativas do bioma, integrando a programação do Circuito Temático da Mata Atlântica.

Durante o evento, crianças de quatro a seis anos acompanharão uma contação de histórias sobre ícones do folclore brasileiro ligados à Mata Atlântica. Serão apresentados personagens como o Curupira, a Caipora e o Boitatá, com ênfase em seus papéis como protetores das florestas.

Haverá também uma oficina de frotagem, técnica artística que consiste na transferência de texturas. Para isso, uma folha de papel é colocada sobre uma superfície texturizada e friccionada com lápis, giz de cera ou carvão, revelando o relevo e os contornos do objeto.

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Mata Atlântica

O CEA Pampulha está inserido em uma região que, originalmente, era coberta por florestas do bioma Mata Atlântica. O espaço possui diversas espécies de plantas nativas que colonizaram o terreno de forma espontânea, trazidas pelo vento ou por animais, além de árvores plantadas ao longo dos anos.

A área tem se transformado gradualmente em uma floresta, ou agrofloresta, devido à sua vasta diversidade de espécies alimentícias. Exemplos de espécies nativas da Mata Atlântica presentes no local incluem o ipê-amarelo, o ipê-roxo, a pitangueira, a jabuticabeira, o jequitibá e a macaúba.

Ana Cordeiro, analista de políticas públicas do CEA Pampulha, afirmou que “Muitas delas nem imaginam que o lugar onde vivem já foi floresta nativa. Nosso objetivo com a Semana da Mata Atlântica é despertar os corações das crianças para a importância de manter as florestas de pé”.

Cordeiro também ressaltou que a Mata Atlântica foi o bioma dominante em Belo Horizonte, cidade inaugurada no fim do século 19. “Atualmente, restam pouquíssimos fragmentos florestais em nossa cidade. Quem sabe, essas crianças serão os adultos que nos ajudarão a lutar pela proteção do verde que ainda temos na cidade? É este nosso maior desafio. O ser humano só preserva aquilo que gosta e conhece”.

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