A Universidade Federal de Lavras (UFLA) mantém sua posição entre as melhores instituições de ensino superior do mundo, conforme a edição 2026 do ranking do Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR). A universidade foi avaliada entre 21.291 instituições globalmente.
A UFLA ocupa a 1.318ª posição no ranking global, situando-se entre as 6,2% melhores universidades internacionalmente. No Brasil, a instituição figura na 31ª colocação entre as universidades classificadas. Na América Latina e Caribe, a UFLA alcançou a 50ª posição.
A pontuação geral da UFLA no ranking apresentou estabilidade em comparação com o ano anterior, registrando 69,0 pontos, uma leve variação em relação aos 69,1 pontos anteriores. Este resultado ocorre em um cenário de alta competitividade internacional.
Das 53 universidades brasileiras incluídas no ranking, 45 registraram queda em suas posições globais. Este cenário é atribuído ao avanço de instituições de países que aumentaram investimentos em pesquisa e ensino superior, principalmente na Ásia.
Os reflexos das restrições orçamentárias enfrentadas pelas universidades brasileiras entre 2016 e 2022 também são apontados como um fator para a movimentação no ranking. De acordo com a UFLA, a permanência entre as melhores universidades do mundo é um reconhecimento do trabalho da comunidade acadêmica.
O reitor da UFLA, professor José Roberto Scolforo, destacou a importância de investimentos contínuos em educação superior, ciência, tecnologia e inovação. Ele ressaltou que a capacidade das universidades de produzir conhecimento e formar profissionais qualificados está ligada ao apoio nessas áreas.
O CWUR utiliza indicadores como qualidade da educação, empregabilidade dos egressos, qualidade do corpo docente e desempenho em pesquisa. A metodologia do ranking não depende de informações fornecidas pelas universidades, utilizando bases de dados públicas e indicadores bibliométricos.
De acordo com o professor André Pimenta Freire, responsável pelo Setor de Indicadores e Projetos da Diretoria de Relações Internacionais (DRI/UFLA), o crescimento de universidades de países que investem em pesquisa e educação superior, como a China, impacta o ranking.
O professor Freire também mencionou que as universidades brasileiras ainda lidam com os efeitos de um período prolongado de restrições orçamentárias. Ele observou que alguns critérios do CWUR apresentam limitações para a realidade de países fora dos grandes centros acadêmicos mundiais.
Os indicadores relacionados a egressos e corpo docente são influenciados pela presença de laureados em premiações internacionais, como o Nobel, o que tende a favorecer universidades de países historicamente mais representados. O reitor da UFLA afirmou que a presença da instituição em rankings globais é um reconhecimento e uma responsabilidade.
