UFJF publica livro sobre educação de crianças migrantes e refugiadas

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Professores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) lançaram o livro “O chão como intimidades do viver: quando o movimento é fratura e desejo de acolhimento”. A obra aborda o acolhimento de crianças migrantes e refugiadas no ambiente escolar e o processo de reagrupamento familiar pós-migratório.

Os autores são Jader Janer Moreira, professor da Faculdade de Educação (Faced), e Rafael González González, professor visitante vinculado ao Grupo de Pesquisas e Estudos em Geografia das Infâncias (Grupegi). O educador e escritor Flávio Santiago também participou da autoria.

A publicação, sob o selo editorial do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Faced, discute a realidade de crianças e adolescentes em situação de migração e refúgio. O livro busca aprofundar a compreensão sobre as experiências desses indivíduos.

De acordo com o documento “Refúgio em Números”, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) em 2024, o Brasil registrou 68.159 novas solicitações de reconhecimento da condição de refugiado.

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Entre os reconhecimentos concedidos, aproximadamente 40% são para crianças e adolescentes. A obra dialoga com esse cenário, enfatizando a garantia dos direitos humanos dessa população, especialmente o acesso à educação.

Segundo a UFJF, a intenção do livro é compreender as realidades complexas vivenciadas por crianças e adolescentes migrantes e refugiados. O papel da escola é considerado fundamental no processo de acolhimento desses estudantes.

De acordo com González, cada capítulo do livro convida a “corazonar” essas experiências. Isso significa pensar com o coração, abordando as situações com humanidade, escuta e responsabilidade.

O professor observa avanços na garantia do direito à educação e ao acolhimento escolar dessa população. Ele cita iniciativas da Secretaria de Educação do município e projetos como “Morar no Mundo: geografias dos cuidados”, do Grupegi, e a Cátedra Sérgio Vieira de Mello na UFJF.

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González, nascido em Maracay, Venezuela, foi aprovado para docência na UFJF há cerca de dois anos. Ele ingressou por meio do projeto “Acolhimento como soft power: o universo dos refugiados entre a educação, a linguagem e o patrimônio”.

Esta iniciativa da UFJF promove a integração de docentes refugiados às atividades acadêmicas de programas de pós-graduação da Universidade. González ressalta que, apesar dos avanços, “ainda existem muitos desafios e muito trabalho a ser feito”.

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