A Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) criou a Secretaria de Equidade, Diversidade, Inclusão e Políticas Afirmativas (SEDIPA). A nova unidade, vinculada à Reitoria, tem como objetivo formular, propor e implementar ações afirmativas. Estas ações abrangem estudantes, docentes, técnico-administrativos e trabalhadores terceirizados da instituição.
O setor atuará na atualização de diretrizes e mecanismos institucionais. O foco é a valorização das diversidades e o fortalecimento contínuo dos direitos humanos no ambiente universitário. A criação da secretaria visa atender a demandas da comunidade acadêmica.
A reitora da UFTM, professora Marinalva Vieira, destacou que a criação da secretaria faz parte de uma reestruturação da universidade. “A concepção surge a partir de várias demandas da comunidade, dos três segmentos: docentes, técnicos e discentes”, afirmou.
Ela acrescentou que a secretaria visa pensar a inclusão e o papel da diversidade. O objetivo é que as políticas da universidade reflitam e incluam as diversas demandas existentes. As diretrizes da SEDIPA serão fundamentadas em dimensões sociais determinantes.
Estas dimensões incluem gênero, relações étnico-raciais, nacionalidade, condição socioeconômica, diversidade sexual e acessibilidade física e atitudinal. A unidade operará sob a lógica da transversalização. Isso significa articular a inclusão e a sustentabilidade à inovação e à gestão institucional.
O diretor da SEDIPA, professor Ailton Aragão, detalhou o objetivo central da secretaria. “O objetivo central de promover um acolhimento potente para criar laços de pertencimento com os alunos e os servidores”, explicou. Ele ressaltou que as pautas e ideias são muitas e relevantes.
As atividades estarão ligadas ao ensino, pesquisa, extensão, cultura e esporte. O propósito é efetivar a permanência do aluno na universidade. Isso busca evitar a evasão, retenção ou o trancamento de cursos por parte dos estudantes.
A SEDIPA também liderará frentes focadas na comunidade de trabalhadores da UFTM. Serão propostos programas relacionados à sustentabilidade e à promoção de condições de trabalho não discriminatórias. Entre as novas atribuições, destaca-se o desenvolvimento de protocolos técnicos.
Esses protocolos serão para encaminhamento de situações de assédio, violências e discriminação de qualquer natureza. Adicionalmente, a secretaria promoverá a integração curricular e o reconhecimento de práticas e saberes. Estes saberes são oriundos de povos e comunidades tradicionais.
