Homologada em 1985, a TI tem enfrentado, nos últimos anos, conflitos decorrentes da exploração ilegal de ouro - Fotos: Diego Campos | Secom-PR
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Governo do Brasil intensifica repressão ao garimpo na Terra Sararé

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O Governo do Brasil intensificou as ações de repressão ao garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, ultrapassando mil operações desde março. De acordo com a Casa Civil, as ações resultaram em prejuízos estimados em R$ 93,3 milhões para a atividade criminosa.

As 1.090 operações envolveram ministérios, forças de segurança e órgãos federais. Entre os materiais apreendidos ou inutilizados estão 29 escavadeiras hidráulicas, 284 geradores, 345 maquinários leves, 726 motores de garimpo e 81 motocicletas.

Segundo a coordenação da operação, 124 pessoas foram levadas à Delegacia da Polícia Federal, sendo 45 autuadas em flagrante por envolvimento com garimpo irregular ou posse de equipamentos ilegais.

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Garimpo de filão

Dados da Casa Civil indicam que mais de 1,5 tonelada de explosivos foi encontrada durante as operações. O material estava sendo usado no método conhecido como “garimpo de filão”, que utiliza detonações para extração de ouro.

Nilton Tubino, responsável pela coordenação da força-tarefa, afirmou que a atuação é contínua e diversificada. “Estamos atuando em várias frentes para desarticular tudo aquilo que a atividade criminosa promoveu no território”, disse.

A Terra Indígena Sararé abriga 201 indígenas do povo Nambikwara, distribuídos em sete aldeias. Dos 67 mil hectares do território, 4.200 foram impactados pelo garimpo ilegal.

A operação tem como objetivo garantir a segurança dos indígenas e a preservação do território, homologado em 1985. Nos últimos anos, a região enfrenta conflitos devido à exploração ilegal de ouro.

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