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MPMG alerta sobre aumento de violência contra mulheres em dias de jogos de futebol

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A Copa do Mundo de Futebol, iniciada em 11 de junho nos Estados Unidos, México e Canadá, mobiliza torcedores globalmente. No Brasil, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) alerta para o aumento de registros de violência contra mulheres em dias de jogos de futebol.

O MPMG, por meio do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (CAO-VD), promove a campanha Cartão Vermelho ao Feminicídio. A iniciativa visa envolver clubes, atletas, torcidas e a sociedade na prevenção da violência de gênero.

Uma pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e do Instituto Avon analisou ocorrências entre 2015 e 2018 em Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. O estudo identificou um aumento nos casos de violência contra mulheres em dias de jogos de futebol.

De acordo com o estudo, os registros de ameaças crescem 23,7% e os de lesão corporal dolosa aumentam 20,8% quando os times dessas cidades jogam. Quando a partida ocorre na cidade do clube mandante, o aumento nos registros de lesão corporal atinge 25,9%.

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Segundo a coordenadora do CAO-VD, promotora de Justiça Denise Guerzoni, os dados indicam a necessidade de ampliar o debate sobre masculinidades, respeito e igualdade de gênero nos espaços esportivos. Ela afirma que “A paixão pelo futebol não pode servir de justificativa para comportamentos violentos.”

A promotora destaca que o esporte possui capacidade de mobilização social e pode ser um aliado na construção de uma cultura de respeito às mulheres. Ela ressalta que o problema não está no futebol, mas em padrões culturais que associam masculinidade à agressividade e controle sobre as mulheres.

Denise Guerzoni enfatiza que os dias de jogos exigem atenção da rede de proteção. “Precisamos atuar preventivamente, reforçando a conscientização e os canais de denúncia, mas também garantindo uma resposta rápida e articulada quando a violência ocorre. Nenhuma mulher deve ficar sem proteção”, afirma.

De acordo com a coordenadora do CAO-VD, o combate à violência contra a mulher requer o envolvimento de toda a sociedade, incluindo as instituições esportivas. Ela menciona que “Clubes, federações, atletas e torcidas possuem grande influência social e podem contribuir de forma decisiva para a conscientização da população e para a prevenção da violência.”

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Cartão Vermelho ao Feminicídio

Para o MPMG, o futebol é um espaço estratégico para promover mudanças culturais. A campanha Cartão Vermelho ao Feminicídio baseia-se na compreensão de que a prevenção da violência deve abranger todos os ambientes de convivência social.

A iniciativa busca sensibilizar homens e mulheres sobre a gravidade da violência de gênero. Reforça a mensagem de que o feminicídio e todas as formas de violência contra a mulher não devem ser tolerados.

“A violência contra a mulher é um problema coletivo. Precisamos transformar a indignação em atitude e utilizar espaços de grande alcance, como o esporte, para promover reflexão, conscientização e mudança de comportamento”, destaca Denise Guerzoni.

Compromisso institucional

Por meio do CAO-VD, o Ministério Público de Minas Gerais atua na prevenção e no enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher. A instituição apoia promotores de Justiça em todo o estado e desenvolve ações de conscientização para a sociedade.

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Com a campanha Cartão Vermelho ao Feminicídio, o MPMG reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos das mulheres. Convida a população a se engajar na construção de uma sociedade mais justa, igualitária e livre de violência.

Como buscar ajuda

Mulheres em situação de violência ou qualquer pessoa que presencie uma agressão podem acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. Denúncias de violência doméstica também podem ser feitas à Central de Atendimento à Mulher, pelo 180, e à Ouvidoria do MPMG, pelo 127.

As denúncias são gratuitas e podem ser anônimas, se desejado. A vítima pode procurar a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, as Promotorias de Justiça, a Defensoria Pública, os Centros Especializados de Atendimento à Mulher ou outros órgãos da rede de proteção em sua cidade.

Em Minas Gerais, é possível registrar a ocorrência e solicitar medidas protetivas pela Delegacia Virtual ou pelo aplicativo MG App Cidadão. Outras informações sobre como pedir proteção com base na Lei Maria da Penha estão disponíveis no portal do MPMG.

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