“`
A segunda fase da Operação Carrasco, deflagrada nesta segunda-feira (15), desarticulou um esquema suspeito de maus-tratos a animais e estelionato no Rio Grande do Sul. A ação foi conduzida pela Polícia Civil, por meio da 3ª Delegacia de Canoas, com apoio da Coordenação-Geral de Repressão a Crimes Cibernéticos (Ciberlab) do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão. Entre os investigados estão uma mulher que se apresentava como protetora de animais e dois médicos-veterinários. Celulares, computadores e outros materiais foram apreendidos para análise pericial.
De acordo com a delegada Luciane Bertoletti, responsável pelas investigações, “a cooperação de inteligência com o Ciberlab foi fundamental para o avanço das apurações”. Ela destacou a importância da integração entre forças de segurança no combate a crimes complexos.
Indícios de eutanásia e arrecadação irregular
As investigações indicam que animais resgatados eram submetidos à eutanásia mesmo quando havia possibilidade de tratamento. Segundo a Polícia Civil, a prática estaria associada a campanhas de arrecadação divulgadas em redes sociais.
A principal suspeita teria utilizado sua imagem pública ligada à causa animal para captar recursos. Uma análise preliminar identificou centenas de campanhas desde 2020, com valores provenientes de milhares de doadores.
As diligências buscam apurar o destino dos animais que passaram pela organização e os prejuízos causados aos doadores. Um cão em estado debilitado foi resgatado durante a operação.
A Polícia Civil continua as investigações para reunir provas e identificar possíveis vítimas. O levantamento de registros de identificação animal pretende dimensionar o alcance do esquema.
“`
