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MPMG realiza oito operações contra crime organizado em Minas Gerais

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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), participou da “Convergência Nacional”. Esta ação, articulada pelo Grupo Nacional de Combate ao Crime Organizado (GNCOC), visa intensificar o enfrentamento às organizações criminosas em todo o país.

As atividades ocorreram nos meses de maio e junho, com a realização de operações simultâneas e coordenadas em diversas regiões de Minas Gerais. O Gaeco Central e unidades regionais de Juiz de Fora, Visconde do Rio Branco, Uberaba, Uberlândia e Patos de Minas deflagraram oito operações.

Essas operações resultaram na prisão de 96 pessoas. Foram cumpridos 280 mandados de busca e apreensão e de sequestro de bens. A apreensão estimada em dinheiro e outros ativos totaliza cerca de R$ 1 milhão.

As ações fazem parte de uma mobilização nacional para enfraquecer organizações criminosas. O foco é a desarticulação financeira, a interrupção de atividades ilícitas e a responsabilização penal dos envolvidos.

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A atuação do MPMG na Convergência Nacional demonstrou a integração entre o Ministério Público e as forças de segurança estaduais e interestaduais. As operações foram coordenadas com as polícias Civil, Militar e Penal, além de outros órgãos de investigação e inteligência.

Entre as principais áreas de atuação, destacam-se investigações sobre fraudes bancárias, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo, crimes contra o patrimônio e formação de cartel.

Operações em destaque

A Operação 9º Círculo teve como alvo uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias. As investigações indicaram que o grupo recrutava entregadores de cartões de crédito para trocar chips antes da entrega aos clientes, possibilitando transações fraudulentas.

Foram identificados 1.289 cartões adulterados, com mais de 87 mil transações suspeitas e movimentação estimada em R$ 21,9 milhões. A operação resultou na prisão de 11 pessoas e no bloqueio de bens dos investigados em valores que podem atingir R$ 10 milhões.

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Na Zona da Mata, a Operação Guildas Medievais investigou uma organização criminosa envolvida em corrupção, lavagem de dinheiro e formação de cartel no setor de estampagem de placas automotivas. O grupo controlava o mercado, fixando preços e restringindo a concorrência, além de coagir empresários para ocultar valores.

Foram cumpridos 37 mandados judiciais em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, incluindo buscas, medidas cautelares e suspensão de atividades empresariais. As equipes apreenderam dinheiro em espécie, equipamentos eletrônicos e outros materiais relevantes para as investigações.

A Operação Chassi Frio, realizada no Alto Paranaíba e Triângulo Mineiro, visou desarticular uma organização criminosa envolvida em furtos e roubos de veículos, receptação e adulteração de sinais identificadores. A investigação revelou um esquema de desmanche clandestino e comercialização de peças automotivas ilícitas.

A operação resultou na prisão em flagrante de quatro pessoas e na apreensão de armas de fogo, celulares, motores adulterados, veículos e valores em dinheiro e cheques. Isso evidenciou a complexidade das atividades ilícitas desenvolvidas pelo grupo.

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Combate a facções

A Operação Ícaro III, deflagrada na Zona da Mata, teve como alvo a estrutura da facção Comando Vermelho na região. A ação cumpriu mais de 200 mandados judiciais, incluindo prisões, buscas e sequestro de bens, com bloqueio de aproximadamente R$ 8,4 milhões.

Como resultado, 49 pessoas foram presas, abrangendo diferentes níveis da organização criminosa, desde lideranças até núcleos operacionais e financeiros. No Triângulo Mineiro, a Operação Murus concentrou esforços no combate ao tráfico de drogas, com mandados cumpridos em Uberlândia e Uberaba.

As investigações identificaram uma organização criminosa com logística estruturada e divisão de tarefas para distribuição de entorpecentes em larga escala. A Operação Vulcano II focou na retirada de circulação de armas de fogo e munições comercializadas ilegalmente.

A ação ocorreu em Belo Horizonte e em outros municípios de diferentes regiões do estado, com o cumprimento de dezenas de mandados de busca e apreensão. As equipes apreenderam armas, munições, drogas e valores em dinheiro. Onze pessoas foram presas.

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As investigações indicaram a atuação de uma rede criminosa que abastecia outros grupos envolvidos em crimes violentos e no tráfico de drogas.

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