O governo federal, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), destinou mais de R$ 18,3 milhões para um projeto de capacitação profissional em inteligência artificial. A iniciativa, em parceria com a Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), visa formar novos talentos e suprir a demanda por especialistas na área de tecnologia da informação e comunicação (TIC).
O projeto, denominado “Residência em TIC 68 – Academia de Talentos com Capacitação e Residência em IA”, teve seu extrato do acordo de cooperação publicado em edição oficial. O objetivo é utilizar a metodologia de residência, na qual estudantes e profissionais em formação desenvolvem soluções para problemas reais do mercado, com supervisão de especialistas, focando na aplicação da inteligência artificial.
Os recursos, que totalizam R$ 18.372.644,46, serão utilizados para estruturar a chamada Academia de Talentos. A Softex será a responsável pela execução técnica e administrativa, buscando unir a teoria acadêmica às demandas da indústria de software. A iniciativa faz parte do Programa Prioritário Softex e dos Programas e Projetos Prioritários de Informática (PPI), que visam combater o déficit de profissionais qualificados no setor.
De acordo com informações do jornal O Tempo, baseadas no documento oficial, o termo de cooperação terá vigência de 27 meses, podendo ser prorrogado. Durante este período, o projeto pretende capacitar centenas de profissionais para fortalecer a posição do Brasil no cenário de inovação tecnológica. A transformação digital é tratada como uma prioridade pelo ministério, que vê a IA como um motor para o desenvolvimento.
Detalhes do Acordo de Cooperação
A formalização do acordo contou com a assinatura de Rubens Caetano Barbosa de Souza, secretário substituto da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Transformação Digital (Setad). Pela Softex, assinaram o documento Diônes dos Santos Lima e Nelson Luiz Falseti Filho, gerente administrativo financeiro da associação. A parceria reforça o uso de mecanismos da Lei de Informática para impulsionar a pesquisa e o desenvolvimento no país.
Os Programas e Projetos Prioritários de Informática (PPI) são instrumentos que permitem a empresas com incentivos fiscais destinar recursos para áreas estratégicas, como a formação de capital humano. Ao focar em inteligência artificial, o ministério e a Softex buscam solucionar um dos principais gargalos para o crescimento de empresas de tecnologia, que é a falta de talentos qualificados na área.
Com a vigência de 27 meses, o projeto Residência em TIC 68 deverá apresentar relatórios periódicos sobre o número de participantes e o impacto das capacitações no mercado. A expectativa é que os novos especialistas formados pela Academia de Talentos atuem em grandes corporações, startups e empresas de base tecnológica em diversas regiões do Brasil, contribuindo para a inovação nacional.
