A Prefeitura de Belo Horizonte iniciou nesta segunda-feira (3) a operação “Volta às Aulas”. A iniciativa inclui ações de monitoramento, fiscalização e educação para o trânsito. Agentes da BHTrans, da Superintendência de Mobilidade do Município de Belo Horizonte (Sumob) e da Guarda Civil Municipal atuarão no monitoramento do trânsito e da travessia de pedestres.
As equipes também informarão e orientarão sobre o uso do transporte escolar. O objetivo é garantir a segurança de alunos, pais e da comunidade escolar, além de assegurar a fluidez dos veículos. As ações visam ainda impedir irregularidades que possam comprometer o acesso às escolas.
Atividades semelhantes serão realizadas em todas as regionais da capital, em diversas unidades escolares (municipais, estaduais e particulares), ao longo da semana. A equipe de Artes e Educação para a Mobilidade (BHTrans Educa) promoverá ações educativas. Elas orientarão alunos, pais, responsáveis e motoristas sobre os cuidados necessários no retorno às atividades escolares.
A ação contará com a presença de novos bonecos que representam os agentes da BHTrans e utilizará itens de sinalização. Haverá também a distribuição de folhetos informativos com dicas de segurança. Os folhetos salientarão o uso exclusivo dos patinetes elétricos por adultos.
Dicas de segurança e respeito às leis de trânsito
Na porta das escolas, é recomendado diminuir a velocidade. Não se deve parar ou estacionar em fila dupla ou sobre as faixas de pedestre. O desembarque das crianças deve ser sempre feito pelo lado da calçada, nunca no meio da rua.
Evite estacionar em esquinas, passeios, portas de garagens, vagas reservadas para pessoas com deficiência e idosos, pontos de ônibus ou táxis, ou em outros locais proibidos. A travessia deve ser sempre na faixa de pedestre. É aconselhável deixar o material escolar acessível para o momento do desembarque.
No trânsito, não utilize o celular enquanto estiver dirigindo. O cinto de segurança deve ser usado corretamente, por cima do ombro, nunca no pescoço ou debaixo do braço. Crianças menores de 10 anos devem viajar no banco de trás do veículo.
De 0 a 1 ano, a criança deve usar o bebê conforto; de 1 a 4 anos, a cadeirinha; de 4 a 7 anos e meio, o assento de elevação. Acima de 7 anos e meio, o cinto de segurança. De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, uma van de transporte escolar com 12 crianças pode representar até 11 veículos particulares a menos próximos às escolas.
Isso contribui para aliviar o trânsito, especialmente nos horários de pico. Ao contratar o serviço de transporte escolar, é necessário observar alguns fatores. Motoristas devem portar o Registro de Condutor (crachá de identificação), emitido pela Sumob, e a Autorização de Tráfego (AT), documento obrigatório do veículo.
Confirme se o serviço oferece um acompanhante (ou monitor). A presença desse profissional é obrigatória para veículos com capacidade superior a 20 lugares. Se houver acompanhante, ele também deve estar cadastrado e possuir o Registro de Acompanhante.
É obrigatório que o prestador de serviço de transporte escolar firme um contrato com os pais ou responsáveis pela criança. Exija que os veículos tenham cadeirinha para transporte de crianças com até quatro anos de idade. Certifique-se de que o veículo possua cinto de segurança nos bancos e esteja em bom estado de conservação e funcionamento.
O cinto é fundamental para proteger a criança em caso de acidentes. A legislação não permite que crianças sejam transportadas no colo. Caso verifique alguma irregularidade, denuncie pelo telefone 156 ou pelo Portal de Serviços da PBH.
