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Procon-MPMG debate obsolescência programada no evento Cinema e Saber

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O Procon do Ministério Público de Minas Gerais (Procon-MPMG), por meio da Escola Estadual de Defesa do Consumidor (EEDC), realizou em 6 de agosto, em Belo Horizonte, uma edição do projeto “Cinema e Saber: Olhares sobre o Consumo”. A iniciativa utilizou trechos de filmes e documentários para discutir a influência de tendências, estratégias de mercado e obsolescência programada no comportamento do consumidor e no direito de escolha.

Na abertura do evento, o coordenador do Procon-MPMG, Luiz Roberto Franca Lima, afirmou que o objetivo da proposta é incentivar a discussão sobre a lógica da sociedade de consumo. A programação incluiu a apresentação da assessora jurídica do Procon-MPMG, Aline de Melo Queiroz.

Aline de Melo Queiroz abordou o conceito de obsolescência programada, que se refere a estratégias empresariais para reduzir a vida útil de produtos. Ela explicou que, em muitos casos, produtos funcionais deixam de receber atualizações, tornando-se incompatíveis com novos sistemas ou apresentando dificuldades de reparo.

Ao mesmo tempo, campanhas de marketing e o desejo de seguir tendências impulsionam a compra de novos modelos. Trechos dos documentários “Comprar, Jogar Fora, Comprar” e “Buy Now! The Shopping Conspiracy” foram exibidos.

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Essas produções exploram temas como inovação, publicidade, algoritmos, design e estratégias comerciais que influenciam hábitos de consumo. Elas também abordam a aceleração do descarte de produtos e a contribuição para uma cultura de renovação constante.

Foram discutidos ainda a influência da publicidade na percepção dos consumidores e a responsabilidade coletiva diante dos impactos ambientais. Estes impactos são gerados pelo aumento do consumo e da produção de resíduos.

Uma cena do filme “O Diabo Veste Prada” foi exibida para demonstrar como a indústria da moda influencia as escolhas dos consumidores. A cena ilustrou como as tendências de mercado moldam, muitas vezes de forma imperceptível, os hábitos de consumo e as decisões de compra.

Ao relacionar as obras audiovisuais às normas de proteção e defesa do consumidor, Aline Queiroz destacou a importância de compreender a influência sobre desejos e escolhas. Segundo ela, isso fortalece a autonomia do consumidor.

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“As relações de consumo envolvem fatores econômicos, tecnológicos e comportamentais que nem sempre são percebidos no dia a dia”, afirmou Aline Queiroz. Ela acrescentou que “quando o consumidor compreende esses mecanismos, ele amplia sua capacidade de fazer escolhas mais conscientes, de exercer seus direitos e de participar de forma mais crítica das relações de mercado”.

Ao final das exibições, membros, servidores, estagiários e colaboradores do Procon-MPMG debateram os temas apresentados. Eles esclareceram dúvidas e compartilharam reflexões sobre o conteúdo discutido.

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