Belo Horizonte promove uma programação gratuita em diversos espaços da Fundação Municipal de Cultura durante o Mês do Patrimônio Cultural. Os Centros Culturais Vila Fátima (CCVF) e Vila Marçola (CCVM), localizados no Aglomerado da Serra, participam com atividades que abordam memória, ancestralidade e saberes tradicionais. A programação inclui oficinas, rodas de conversa, um curso sobre preservação de fotografias e uma exposição.
A agenda completa dos 17 Centros Culturais está disponível no Portal PBH. No Centro Cultural Vila Fátima (CCVF), a oficina “Eu, o maior patrimônio”, com Wander Ferreira, ocorre em 13 de agosto, às 13h. A atividade propõe uma reflexão sobre patrimônio histórico e imaterial, utilizando a culinária mineira como ponto de partida para discutir identidade e memória.
Em 22 de agosto, às 13h, a artista Preta Aya conduz a Oficina de Estamparia Artesanal, que explora a moda artística e ancestral através da criação de estampas em turbantes. O CCVF também apresenta a exposição “D. Maria: Memórias de Resistência”, de Rodney Nicomedes, aberta de terça-feira a sábado, durante o horário de funcionamento do equipamento.
A mostra resgata a trajetória de D. Maria, uma mulher negra e símbolo de resistência no antigo Arraial do Curral del-Rei. A exposição valoriza sua contribuição para a construção da memória e da identidade das periferias de Belo Horizonte. No Centro Cultural Vila Marçola (CCVM), as atividades focam na preservação da memória e das tradições populares.
Atividades no Centro Cultural Vila Marçola
Em 17 de agosto, às 19h, será realizada a abertura do curso “Memória Viva! Retratistas do Morro”. Esta iniciativa, promovida pelo projeto “Retratistas do Morro”, é dedicada à conservação de fotografias e da memória familiar. Em 20 de agosto, às 14h, o Clube do Livro promove a leitura da obra “A peleja do boto-cor-de-rosa com a sereia Iara”.
Após a leitura, haverá uma conversa sobre lendas populares e uma oficina de criação de desenhos, máscaras e personagens inspirados no folclore brasileiro. Encerrando a programação de destaque, a roda de conversa “Cultura Rastafári: memória, ancestralidade e território” ocorre também em 20 de agosto, às 19h.
Esta roda de conversa aborda a história da cultura rastafári, sua relação com a ancestralidade africana e sua presença no Aglomerado da Serra. Os Centros Culturais também estão com inscrições abertas para os cursos gratuitos da Escola Livre de Artes Arena da Cultura (ELA-Arena).
As inscrições podem ser realizadas pela página da escola no Portal PBH ou presencialmente nos centros culturais participantes. O prazo para inscrição é até dois dias úteis antes do início das aulas ou enquanto houver vagas. A ELA-Arena é um projeto da Fundação Municipal de Cultura (FMC).
O projeto da FMC foca na formação artística e na democratização da cultura em Belo Horizonte. Ele oferece cursos, oficinas e pesquisas em dez áreas artísticas, disponibilizando oportunidades gratuitas e descentralizadas para diversas regiões da cidade. O principal objetivo é atender populações com menor acesso aos programas culturais.
Sobre os Centros Culturais de Belo Horizonte
Belo Horizonte possui 17 centros culturais distribuídos por nove regionais da cidade. De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, esses equipamentos públicos oferecem gratuitamente oficinas, atividades artísticas, ações de incentivo à leitura e iniciativas de valorização da memória e do patrimônio cultural. Os centros funcionam de terça a sexta-feira, das 9h às 21h, e aos sábados, das 9h às 17h.
Suas bibliotecas integram a Rede de Bibliotecas Públicas da Fundação Municipal de Cultura, composta por 22 unidades no total. Elas oferecem acervo para consulta, empréstimo e uma programação permanente de incentivo à leitura. O atendimento é integrado pela plataforma Pergamum.
A plataforma Pergamum permite reservar obras e devolvê-las em qualquer unidade, mesmo que retiradas em outra. Além disso, os leitores podem consultar todo o catálogo online no Portal PBH.
