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Programa de Pós-Graduação em Fitotecnia da UFV completa 65 anos

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O Programa de Pós-Graduação em Fitotecnia (PPGFIT) da Universidade Federal de Viçosa (UFV) celebrou 65 anos de existência durante a abertura do VIII Simpósio de Fitotecnia (SIMFIT). O evento, com o tema “Cultivando Ciência, Inovando para o Futuro”, teve início em 18 de junho e se estenderá até o dia 21, no auditório do Departamento de Agronomia (DAA).

A mesa de honra contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o reitor Demetrius David da Silva, o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Raul Guedes, e o diretor do Centro de Ciências Agrárias, Mário Luiz Chizzotti. Também estiveram presentes o chefe do DAA, Wellington Souto Ribeiro, o coordenador do PPGFIT, Laércio Junio da Silva, e os coordenadores do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Fitotecnia (NEPFIT), Carlos Eduardo Magalhães dos Santos e Júlio César de Almeida Andrade.

O reitor Demetrius David da Silva destacou que os 65 anos do PPGFIT representam um marco para o país e para a UFV. Ele mencionou que a história centenária da Universidade se entrelaça com a do Departamento de Agronomia e do Centro de Ciências Agrárias, visto que o curso de Agricultura (atual Agronomia) iniciou as atividades da instituição em 1926.

O reitor também ressaltou a excelência das ciências agrárias para o reconhecimento nacional e internacional da UFV. Ele citou nomes que contribuíram para a trajetória da instituição. De acordo com a UFV, o Programa de Pós-Graduação em Fitotecnia é pioneiro no oferecimento de pós-graduação na área de ciências agrárias no Brasil.

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O professor Carlos Eduardo Magalhães dos Santos, coordenador do NEPFIT, apresentou a palestra “Da Ciência ao Campo: 65 Anos do PPG Fitotecnia”. Ele informou que as atividades do PPGFIT começaram em 1961, com o Mestrado em Olericultura. Nove estudantes foram selecionados para a primeira turma.

Entre os primeiros alunos, estava o professor José de Almeida Soares, do Rio Grande do Sul, autor da primeira tese stricto sensu defendida no país. O trabalho, intitulado “Efeitos da Irrigação e Aplicação de Cálcio. Sobre a incidência da Podridão Apical do Fruto do Tomateiro (Lycopersicon Esculentum Mill)”, foi exposto no hall do auditório. Até 1970, 70 mestres em olericultura foram formados.

De acordo com Carlos Eduardo, o programa foi renomeado para Fitotecnia em 1964. O doutorado teve suas atividades iniciadas em 1973. Ao longo de 65 anos, mais de 100 professores atuaram no PPGFIT, resultando em 2.006 trabalhos defendidos, sendo 1.301 dissertações e 705 teses.

Os egressos do programa estão distribuídos em mais de 400 instituições e organizações. Atualmente, 114 estudantes integram o PPGFIT, que possui reconhecimento de excelência pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Carlos Eduardo, egresso do programa, destacou: “É a história que inspira e o compromisso que continua”.

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Ele também afirmou: “São 65 anos de tradição, comprometimento e formação de recursos humanos que promovem a transformação da sociedade”. O coordenador do Programa de Pós-Graduação em Fitotecnia, Laércio Junio da Silva, expressou seu reconhecimento aos que contribuíram com “talento, competência e compromisso com a ciência, o ensino e à formação de recursos humanos de excelência”.

Segundo Laércio Junio da Silva, “ao longo destas mais de seis décadas, o PPG Fitotecnia acompanhou profundas transformações na agricultura, na ciência e no país. Novos desafios surgiram, tecnologias foram incorporadas, conceitos evoluíram e fronteiras do conhecimento foram ampliadas.”

Ele acrescentou que “alguns princípios permaneceram inalterados: o compromisso com a qualidade, a busca pela excelência acadêmica, o rigor científico e a crença inabalável de que a educação é capaz de transformar vidas e realidades”. O professor Laércio enfatizou a importância de um “olhar atento ao futuro” para a celebração do passado.

Ele apontou que os desafios futuros exigirão respostas inovadoras e integradas. “Precisaremos ampliar a produção sustentável de alimentos, enfrentar os impactos das mudanças climáticas, incorporar novas fronteiras da biotecnologia e da transformação digital e fortalecer a capacidade de inovação científica e tecnológica em benefício da sociedade”.

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Laércio manifestou confiança na capacidade do Programa para enfrentar esses desafios. “Essa confiança nasce justamente do legado construído ao longo de sua existência: um legado sólido, sustentado pela competência de suas pessoas e por sua capacidade permanente de inovar”. Ele desejou que “o legado construído ao longo desses 65 anos continue inspirando novas gerações de pesquisadores, docentes e profissionais, orientando os próximos capítulos desta história”.

Durante a cerimônia, foram entregues duas placas de homenagens. Uma foi destinada ao PPGFIT, recebida pelo professor Laércio da Silva, e a outra ao Departamento de Agronomia, entregue ao seu chefe, o professor Wellington Ribeiro.

Mais fotografias da cerimônia estão disponíveis no álbum do Flickr.

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