A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) realizará oficinas gratuitas de Biofábrica de Joaninhas e Crisopídeos em quatro Centros de Vivência Agroecológica (Cevaes). As atividades ocorrerão nos dias 14, 21 e 28 de setembro, e 5 de outubro, sempre às segundas-feiras, das 9h às 11h. As inscrições estão abertas até esta quinta-feira (10) e podem ser feitas por meio deste formulário.
As oficinas são destinadas a pessoas interessadas em plantas, que mantêm hortas ou buscam conhecer métodos de cuidado para espaços de cultivo. A iniciativa faz parte do ciclo de atividades dos Cevaes, locais que promovem a agricultura urbana e a agroecologia na cidade, e onde as oficinas serão realizadas. A Biofábrica é uma parceira da Política de Agricultura Urbana.
O objetivo das oficinas é demonstrar, de forma prática, a criação de joaninhas e crisopídeos em biofábricas. Esses insetos são utilizados como uma alternativa ecológica aos agrotóxicos. Durante os encontros, os participantes aprenderão como eles se alimentam de pulgões, cochonilhas e ácaros, protegendo hortas, jardins e áreas verdes de maneira sustentável.
A primeira oficina acontecerá no dia 14 de setembro, no Cevae Capitão Eduardo, localizado na Rua das Macaúbas. No dia 21, a atividade será no Cevae Morro das Pedras, na Rua Belfort Roxo, 215, Bairro Nova Granada. Em 28 de setembro, o encontro ocorrerá no Cevae Serra Verde, na Rua Sebastião Gomes Pereira, 140, Serra Verde.
Para encerrar a programação, o Cevae Taquaril receberá a atividade no dia 5 de outubro. Este centro está localizado na Rua Dois Mil Duzentos e Quarenta e Sete – Estrada dos Freitas, 1.000, no Bairro Granja de Freitas. As oficinas são uma oportunidade para a comunidade aprender sobre o controle biológico de pragas.
Ciclo de vida dos insetos
Além da parte teórica, os participantes terão a oportunidade de observar o ciclo de vida dos insetos. Desde o acasalamento até a fase adulta, todo o processo será acompanhado dentro das condições controladas de temperatura e alimentação das biofábricas. A vivência prática busca esclarecer a função benéfica desses animais para as plantas.
De acordo com Nathalia Abreu, coordenadora da Biofábrica de joaninhas, “A vivência prática desmistifica a crença de que esses animais prejudicam as plantas e revela como eles são, na verdade, aliados essenciais para o equilíbrio dos ecossistemas urbanos”. A iniciativa tem um caráter educativo, mostrando a importância desses insetos.
O trabalho desenvolvido nas oficinas vai além do controle de pragas. Os organismos produzidos pelo projeto contribuem para o cuidado com a natureza na cidade, auxiliando na produção de alimentos e na qualidade da água. Além disso, promovem a redução da poluição e a conservação das áreas verdes, impactando positivamente o ambiente urbano.
A iniciativa busca aproximar a população das práticas de agricultura urbana e agroecologia desenvolvidas nos Cevaes. Para os participantes, é uma oportunidade de compreender como a própria natureza pode ser utilizada no cuidado de hortas, jardins e outros espaços de cultivo, promovendo a sustentabilidade.
Biofábrica no Parque das Mangabeiras
A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) produz joaninhas e crisopídeos em uma biofábrica localizada na Casa Amarela, no Parque das Mangabeiras. Neste local, também são realizadas ações de educação ambiental, palestras e exposições para a comunidade. O projeto é gerido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
O projeto não se limita às oficinas. A Prefeitura realiza a doação dos insetos para moradores que cultivam hortas ou jardins em suas residências. Este serviço pode ser solicitado por meio do serviço de fornecimento de joaninhas e crisopídeos, disponível online.
