Foto: Raissa Oliveira / O TEMPO
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Escolas particulares amanhecem vazias no primeiro dia de greve dos professores em BH

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Professores da rede particular de Belo Horizonte e da Região Metropolitana iniciaram uma greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira (17). A paralisação, que resultou em baixo movimento nas escolas, foi decidida após a categoria rejeitar a proposta de divisão da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) entre educação básica e ensino superior, em assembleia realizada na quarta-feira (16).

No Colégio Marista Padre Eustáquio, na região Noroeste da capital, a movimentação era de alunos que participariam de uma excursão. Um pai, que não se identificou, relatou à reportagem de **O Tempo** que só soube da falta de aulas na porta da escola. “Mandaram um e-mail falando, mas tinha um anexo com o funcionamento que não vi. Faltou ser mais claro”, pontuou.

A greve é mobilizada pelo Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas). A categoria reivindica a renovação da CCT sem as alterações propostas e um reajuste salarial de 3,77%, correspondente à inflação medida pelo INPC. Segundo o sindicato, dezenas de escolas foram afetadas total ou parcialmente, com novas manifestações previstas para esta quinta (17) e sexta-feira (18) na Praça da Assembleia.

Posicionamento do Colégio Marista

Em comunicado, o Colégio Marista Padre Eustáquio informou que as aulas seriam suspensas durante a greve por não haver profissionais suficientes para garantir a segurança dos estudantes. “Não seria adequado receber crianças e adolescentes sem a presença dos profissionais necessários para acompanhá-los em suas atividades letivas”, afirmou a direção. Os dias letivos não realizados deverão ser repostos em data a ser divulgada.

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Apesar da suspensão, algumas atividades foram mantidas na instituição:

  • Tempo Integral: funcionamento no turno da manhã, das 7h às 12h45;
  • Núcleo de Atividades Complementares (NAC): atividades realizadas normalmente;
  • Aulas de campo do NAP 1 e do NAP 2: mantidas conforme comunicados;
  • Aplicação da Olimpíada Nacional de Ciências (ONC): será realizada remotamente na sexta-feira (18);
  • Provas de recuperação: mantidas para os diferentes segmentos;
  • Simulado do Enem: mantido para terça-feira (22/9).

A direção do colégio também informou que, desde abril, antecipou o reajuste salarial dos professores em um percentual superior ao INPC e manteve os direitos da convenção coletiva de 2025. A instituição considera a greve um direito, mas declarou que, em sua avaliação, não houve o cumprimento da antecedência mínima de 48 horas prevista na legislação.

Sindicato patronal minimiza greve

O Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinepe-MG), por sua vez, minimizou os efeitos da paralisação. De acordo com a entidade, menos de 1% das escolas de Belo Horizonte foram afetadas. “Na capital, das 811 escolas particulares, apenas 6 relataram dificuldades no atendimento às famílias”, informou o sindicato patronal em nota, acrescentando que a educação não parou.

A entidade patronal classificou a mobilização como um “movimentação político”. Em uma mensagem, o sindicato agradeceu aos responsáveis e professores que, segundo a entidade, “não se deixaram levar por uma tentativa de transformar a escola particular mineira em palco de disputa política”. O comunicado destacou que o movimento desvia a escola de sua finalidade de educar.

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