Simões cobra celeridade no projeto de reajuste de servidores

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O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), informou nesta segunda-feira (23) que o pagamento do reajuste salarial dos servidores estaduais poderá ser feito de forma escalonada. A medida depende da aprovação de um projeto de lei pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que tem até o dia 3 de abril para votar a proposta, prazo limite imposto pela legislação eleitoral.

De acordo com informações do jornal O Tempo, Simões afirmou que o Estado possui recursos em caixa para o pagamento, que será retroativo a 1º de janeiro de 2026. Contudo, o tempo necessário para a tramitação e votação na Assembleia pode impactar o cronograma de processamento da folha, exigindo uma adaptação na forma como o pagamento será realizado aos servidores.

“Eu não estou reclamando da Assembleia, a Assembleia está no tempo dela, mas quanto mais demora, mais difícil é para eu fazer o primeiro pagamento. Entao, talvez eu tenha de escalonar em duas rodadas para fazer o pagamento por conta da geração da folha.”

O chefe do Executivo estadual destacou que o governo aguarda a definição para dar andamento à geração da folha de pagamento. Caso o projeto seja aprovado ainda nesta semana, existe a possibilidade de ser criada uma folha suplementar para que o pagamento ocorra já no mês de abril, garantindo a aplicação do reajuste o mais breve possível.

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Prazo e legislação eleitoral

“Lembrando que nós estamos falando de uma votação que tem que acontecer antes do dia 3 de abril, porque o aumento que está sendo dado é superior à inflação. E a lei diz que se for superior à inflação tem que ser antes do período pré-eleitoral, seis meses antes da eleição. Por isso, a nossa preocupação é aprovar rápido”, explica Simões.

O projeto de lei, apresentado ainda na gestão de Romeu Zema (Novo), prevê um aumento geral de 5,4%. O índice é superior à inflação de 2025, registrada em 4,26%. A proposta, no entanto, gerou insatisfação entre os servidores, que alegam que o percentual não é suficiente para cobrir as perdas inflacionárias acumuladas nos últimos anos do governo anterior.

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