Belo Horizonte recebeu reconhecimento nacional no Prêmio Minha Casa, Minha Vida (Edital MCID nº 4/2024), com dois empreendimentos de habitação de interesse social premiados. A capital mineira foi destaque em duas categorias da premiação.
O Residencial Francisca Anastasia I, com 200 unidades habitacionais, venceu na Categoria I – Qualidade Urbanística. O Residencial Clóvis Salgado, com 300 unidades, conquistou o prêmio na Categoria II – Qualidade de Projeto.
A cerimônia de premiação ocorreu em 25 de outubro, em Brasília. José Adeilson Colares, Diretor-Presidente da Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel), recebeu os prêmios do Ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho.
Colares afirmou: “Este reconhecimento reforça que estamos no caminho certo ao desenvolver projetos que qualificam a produção habitacional e contribuem, de forma concreta, para a construção de cidades mais inclusivas, sustentáveis e com mais qualidade de vida para a população. Mais do que uma conquista institucional, este prêmio é resultado direto do compromisso, da capacidade técnica e da dedicação dos empregados da Urbel, que, diariamente, transformam desafios em soluções que fazem a diferença na vida das pessoas”.
A premiação, concedida pelo Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional de Habitação, reconhece os melhores projetos habitacionais apresentados por municípios brasileiros. Mais de 180 propostas de diferentes regiões do país participaram da seleção.
Uma comissão julgadora, composta por representantes de instituições como Ministério das Cidades, Caixa Econômica Federal, Associação Brasileira de Cohabs e ONU-Habitat Brasil, avaliou os projetos.
O objetivo da iniciativa é valorizar propostas que contribuem para o aperfeiçoamento da qualidade, habitabilidade e sustentabilidade na produção de habitação de interesse social. Também visa difundir as melhores ideias e práticas identificadas nos empreendimentos do Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV).
A Categoria I avaliou a inserção urbanística do terreno, o atendimento por infraestrutura urbana e o acesso a equipamentos comunitários e serviços. A Categoria II analisou a adequação do projeto ao terreno, a diversidade morfológica, as áreas comuns, o conforto e a acessibilidade.
Os empreendimentos, localizados na região da Pampulha, receberam um investimento de cerca de R$ 33 milhões para execução das infraestruturas interna e externa aos condomínios. Os terrenos são de propriedade do município.
De acordo com informações da Prefeitura de Belo Horizonte, os terrenos foram avaliados pela Caixa em mais de R$ 6 milhões para compor os empreendimentos. O governo federal investiu R$ 85 milhões para a construção das moradias.
A previsão de entrega dos residenciais é em 2027. As unidades serão destinadas a famílias com renda de até R$ 2.850,00, podendo ser destinadas também a famílias de até R$ 4.700,00.
Expansão do Programa Minha Casa, Minha Vida em Belo Horizonte
No âmbito do Programa Minha Casa, Minha Vida, Belo Horizonte está construindo 14 empreendimentos, totalizando 2.386 unidades habitacionais, com previsão de conclusão em 2027. Além da doação dos terrenos para a produção habitacional, a PBH aportou cerca de R$ 90 milhões para viabilizar as obras.
Estão previstas a construção de mais 4.468 unidades habitacionais no âmbito do PMCMV. Destas, 427 já se encontram em análise pela Caixa. As demais integram o Chamamento Público 001/2026 em andamento para a seleção de empresas para a construção das unidades em 24 terrenos municipais.
