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O Ministério da Cultura (MinC) aprovou um plano de R$ 1,4 bilhão para o setor audiovisual, destinado a fomentar produções e reestruturar o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). As decisões foram tomadas nas 78ª e 79ª reuniões do Comitê Gestor do FSA, realizadas em Brasília nos dias 16 e 30 de março.
De acordo com o MinC, os encontros foram presididos pela ministra Margareth Menezes e contaram com a participação de gestores públicos e representantes do setor. A Agência Nacional do Cinema (Ancine), responsável pela execução do FSA, apresentou dados do Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA) para embasar as políticas públicas.
Entre os temas discutidos estavam relatórios de gestão, critérios para chamadas públicas remanescentes do Plano de Ação de 2025 e a programação orçamentária para 2026. Também foram apresentados documentos como o Panorama do Ecossistema Audiovisual e planos para investimentos em núcleos criativos.
O Plano de Ação 2026 prevê R$ 976 milhões em investimentos e R$ 460 milhões em operações de crédito. Os recursos incluem valores do Plano Anual de Investimentos (PAI) e saldos de anos anteriores, distribuídos entre linhas como Prodecine (cinema) e Prodav (TV e streaming).
Distribuição regional e desafios
O diretor-presidente da Ancine, Alex Braga, destacou que a agência consolidou um modelo baseado em dados para aprimorar políticas públicas. A demanda do setor permanece alta, com mais de 4 mil projetos avaliados em editais recentes.
Em 2025, o Sudeste concentrou 66,3% dos investimentos, enquanto Norte, Nordeste e Centro-Oeste receberam percentuais menores. Para 2026, o plano estabelece cotas de até 40% para essas regiões.
Segundo a secretária do Audiovisual do MinC, Joelma Gonzaga, o Plano de Diretrizes e Metas (PDM) passará a orientar o Comitê Gestor com uma metodologia de monitoramento baseada em indicadores.
Dados da Ancine mostram que o setor tem 3.554 salas de cinema em operação, um recorde histórico. Em 2025, 367 filmes brasileiros foram exibidos, atraindo 11,12 milhões de espectadores e gerando R$ 214,9 milhões em renda.
O cronograma de lançamento das ações para 2026 ainda depende da disponibilidade financeira e da definição de critérios pelo Comitê Gestor.
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