“Tá pago: mais uma parcela depositada na conta do ‘agiota federal'”, declarou o chefe do Executivo mineiro em publicação na rede social X. O pagamento integra um esquema de renegociação da dívida pública ao qual o estado aderiu em dezembro de 2025, quando o débito confessado era de R$ 179,3 bilhões, segundo dados da época.
Tá pago: mais uma parcela depositada na conta do “agiota federal”. Minas quitou hoje R$ 103 milhões à União pela 4ª parcela do Propag.
É assim que acredito em um governo presente: com respeito ao nosso povo e as contas em ordem, para que Minas continue prosperando e seguindo em…
— Mateus Simões (@mateus_simoesmg) April 15, 2026
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De acordo com informações do jornal O Tempo, a entrada no programa permitiu o refinanciamento do débito em 30 anos e a revisão de encargos. A fórmula de correção foi alterada de IPCA acrescido de 4% para IPCA com 0% de juros reais ao ano, buscando aliviar as finanças estaduais a longo prazo.
Desde a adesão, Minas Gerais já pagou R$ 408,6 milhões em parcelas do Propag. Apesar dos pagamentos, o débito com a União registrou crescimento. O boletim da dívida pública do Tesouro Estadual indicou que o estado encerrou 2025 devendo R$ 182,1 bilhões, montante que subiu para R$ 183,1 bilhões em fevereiro de 2026.
A dívida pública de Minas se tornou um tema central durante a gestão de Romeu Zema, antecessor de Simões, que governou de 2019 a março de 2026. No período, o débito saltou de R$ 114,7 bilhões para mais de R$ 183 bilhões. O crescimento ocorreu mesmo com a suspensão de pagamentos por longos períodos.
O ex-governador não efetuou o pagamento dos serviços da dívida com a União por um longo período amparado por liminares do Supremo Tribunal Federal. As decisões judiciais, concedidas inicialmente entre 2018 e 2019, foram prorrogadas durante sua administração, impactando o saldo devedor total do estado com o governo federal.
A justificativa de Zema era que ele não contratou novas operações de crédito e, portanto, não seria o responsável pela elevação da dívida. Ele apontava a existência de encargos elevados dos contratos e o acúmulo de prestações suspensas por decisões judiciais entre 2018 e 2022 como as principais causas para o aumento do montante.
