Contagem vê aumento de 152% em atendimentos pediátricos por doenças respiratórias

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O município de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, enfrenta um aumento expressivo nos atendimentos de crianças e adolescentes com doenças respiratórias. De acordo com informações de O Tempo, a demanda no Centro Materno Infantil passou de 623 registros em janeiro para 1.569 em março, um crescimento de 152%. A situação levou a prefeitura a emitir um alerta sobre os cuidados necessários nesta quarta-feira (22).

A prefeitura do município divulgou um alerta sobre os sinais, sintomas e cuidados com as crianças. A médica pediatra e referência técnica da internação do Centro Materno Infantil, Lorrane Seabra, destacou uma mudança no padrão dos vírus em circulação. A média diária de atendimentos chegou a 52, refletindo a alta demanda no sistema de saúde local em meio à situação de emergência.

“Estamos observando um aumento do rinovírus, que causa resfriados, e também da influenza A. O vírus sincicial respiratório, responsável pela bronquiolite, também está em crescimento e deve atingir pico nas próximas semanas”, destaca Lorrane Seabra. A síndrome gripal é caracterizada pela presença de febre associada a sintomas como congestão nasal, coriza, tosse ou dor de garganta, sendo o nariz entupido comum em crianças.

A mudança de estação e a variação climática facilitam a disseminação das doenças respiratórias. A médica alerta que, embora muitos casos sejam leves, é preciso atenção às complicações. A infecção pode evoluir para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), especialmente em crianças com fatores de risco como asma, bronquite, doenças pulmonares ou autoimunes, que necessitam de atenção redobrada.

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Prevenção com os recém-nascidos

A Prefeitura de Contagem orienta que a prevenção é a principal forma de proteção, principalmente para as crianças. Os cuidados devem começar durante a gestação. “A partir da 28ª semana, as gestantes podem procurar as UBSs para se vacinar contra a bronquiolite. Essa imunização é passada para o bebê pela placenta, garantindo uma proteção importante nos primeiros três meses de vida”, orienta a médica Lorrane Seabra.

A especialista também reforça a importância do cuidado com os recém-nascidos, que são mais vulneráveis a infecções. “O ideal é evitar visitas nos primeiros três meses de vida, principalmente em períodos de maior circulação de vírus”, orienta Seabra. Esta medida ajuda a reduzir a exposição do bebê a agentes infecciosos que podem causar quadros respiratórios graves no início da vida.

Gripe: sintomas e quando procurar atendimento

Os sintomas mais comuns da síndrome gripal incluem febre, coriza, congestão nasal, tosse e dor de garganta. Segundo a pediatra Lorrane Seabra, a busca por atendimento deve ser imediata diante de sinais de alerta como dificuldade para respirar, respiração acelerada, lábios ou pele arroxeados (cianose), prostração intensa ou recusa de líquidos. A febre persistente por mais de 72 horas também requer avaliação médica.

A orientação é que casos leves sejam acompanhados nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), com foco em hidratação, controle da febre e lavagem nasal. Já os quadros que apresentam sinais de gravidade, como os citados anteriormente, devem ser encaminhados para as unidades de urgência e emergência mais próximas para uma avaliação e tratamento adequados, evitando a evolução para complicações mais sérias.

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Medidas de prevenção

Para reduzir a circulação dos vírus, a prefeitura reforçou medidas de prevenção. É recomendado evitar locais fechados e com aglomeração, manter a higiene das mãos e ensinar as crianças a cobrirem a boca ao tossir. Também é orientado evitar o contato de bebês com muitas pessoas, manter a vacinação em dia e não praticar a automedicação, pois medicamentos sem prescrição podem trazer riscos.

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