Emprego feminino avança e políticas de igualdade salarial ganham força

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O emprego feminino no Brasil registrou crescimento de 11% em 2023, chegando a 8 milhões de trabalhadoras, segundo o 5º Relatório de Transparência Salarial divulgado pelo Ministério das Mulheres e do Trabalho e Emprego. Apesar do avanço, a diferença salarial média entre gêneros permanece em 21,3%, com variações maiores em cargos de nível superior e empresas de grande porte.

De acordo com o relatório, a presença de mulheres negras no mercado formal subiu 29%, totalizando 4,2 milhões de trabalhadoras. Os dados são baseados em informações de 53,5 mil empresas com mais de 100 funcionários, incluindo registros da RAIS e do eSocial.

“Quando defendemos a igualdade salarial, não estamos defendendo puramente aquele número nominal de valor do salário das mulheres e homens numa empresa. Estamos falando da função que essa mulher está, das condições de trabalho em que ela se encontra”, destacou uma representante do Ministério das Mulheres.

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Políticas de equidade nas empresas

O relatório aponta aumento na adoção de medidas para reduzir desigualdades. A oferta de jornadas flexíveis subiu de 40,6% para 53,9%, e o auxílio-creche passou de 22,9% para 38,4% das empresas. Licenças-maternidade e paternidade estendidas estão presentes em quase 30% dos estabelecimentos.

Entre as empresas analisadas, 48,7% declararam políticas de promoção de mulheres, e 34,1% adotaram medidas específicas para contratação. Ações voltadas a mulheres indígenas aumentaram de 8,2% para 11,2%, e para vítimas de violência, de 5,5% para 10,5%.

Destaques por estado

Minas Gerais lidera em políticas de incentivo à contratação feminina, com 34,7% dos estabelecimentos. Espírito Santo e Minas também se destacam na contratação de mulheres LGBTQIAP+, com 24,6% e 23,3%, respectivamente.

Rondônia tem o maior percentual de empresas com políticas para mulheres com deficiência (27,1%), enquanto o Pará lidera em incentivos à contratação de mulheres negras (24,8%).

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Desafios persistentes

A diferença salarial na admissão é de 14,3%, e as mulheres representam 35,2% da massa de rendimentos, abaixo dos 41,4% de participação no emprego. Para igualar os valores, seria necessário um acréscimo de R$ 95,5 bilhões na renda feminina.

“Estamos falando do direito das mulheres de receber igual na mesma função, mas a lei vai além disso: ela é um farol para empresas e poderes públicos ampliarem o acesso das mulheres aos espaços de poder e decisão”, afirmou o ministro do Trabalho, Luiz Marinho.

A Lei nº 14.611/2023 determina que empresas com mais de 100 funcionários adotem medidas como transparência salarial, canais de denúncia e programas de diversidade. Acesse aqui os dados completos do relatório.

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