MPMG ajuíza ações contra Ipanema, Conceição de Ipanema, Taparuba e Pocrane para regularizar esgoto

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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Ipanema, ajuizou quatro Ações Civis Públicas contra os municípios de Ipanema, Conceição de Ipanema, Taparuba e Pocrane. O objetivo é regularizar integralmente os sistemas de esgotamento sanitário locais.

As ações visam garantir a adoção de medidas estruturais para a prestação adequada do serviço público de saneamento básico. Isso inclui as etapas de coleta, transporte, tratamento e destinação final ambientalmente correta dos efluentes sanitários.

A iniciativa busca interromper o lançamento irregular de esgoto in natura nos cursos d’água da região. Essa prática provoca degradação ambiental e coloca em risco a saúde da população.

A judicialização ocorreu após tentativas do Ministério Público de solucionar a questão pela via extrajudicial. A Promotoria de Justiça acompanhou a situação e buscou diálogo com os gestores municipais.

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O objetivo era implementar planejamento técnico e medidas concretas para a estruturação e regularização completa do serviço de esgotamento sanitário. As tratativas, no entanto, não avançaram.

Segundo o promotor de Justiça Romero Solano de Oliveira Magalhães, “Diante da persistência do despejo de esgoto nos rios e da ausência de providências efetivas pelos entes públicos, tornou-se necessária a adoção de medidas judiciais para assegurar o cumprimento da legislação ambiental e o direito fundamental da população ao saneamento básico”.

O lançamento inadequado de esgoto causa contaminação da água, mortandade de peixes, proliferação de algas e redução do oxigênio nos corpos hídricos. Isso compromete o equilíbrio ecológico e contribui para a disseminação de doenças.

Para o promotor de Justiça, o ajuizamento das ações reforça o compromisso institucional do Ministério Público de Minas Gerais. Este compromisso abrange a proteção do meio ambiente, a promoção da saúde pública e a defesa da dignidade da população.

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Romero Magalhães ressalta que “A atuação da 1ª Promotoria de Justiça de Ipanema evidencia que, embora a busca pelo diálogo solução consensual seja prioridade permanente, o Ministério Público utilizará os instrumentos judiciais cabíveis sempre que necessário para coibir omissões e assegurar que o poder público cumpra seus deveres constitucionais, em benefício das presentes e futuras gerações”.

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