II Encontro do GPTAE discute saúde mental e identidade profissional no IFMG

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O Campus Congonhas sediou o II Encontro do Grupo de Pedagogos e Técnicos em Assuntos Educacionais (GPTAE) entre os dias 5 e 7 de maio de 2026. O evento reuniu cerca de 50 profissionais de diversas unidades da instituição, incluindo pedagogos, técnicos em assuntos educacionais, docentes, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e assistentes de alunos que compõem as Equipes Pedagógicas Multiprofissionais.

O encontro celebrou 11 anos de atuação do grupo, abordando como tema central a identidade profissional e o fortalecimento das equipes pedagógicas no contexto da Educação Profissional e Tecnológica. A programação incluiu debates sobre saúde mental, condições de trabalho, formação continuada e os desafios diários enfrentados na instituição.

A abertura do evento destacou o papel das equipes pedagógicas na formulação das políticas educacionais do IFMG. O Professor Mário Alvarenga, Pró-Reitor de Ensino (Proen), defendeu um maior protagonismo desses profissionais no planejamento institucional, enfatizando a relevância do conhecimento técnico nas ações educacionais.

A psicóloga Heloísa Pereira, Pró-Reitora de Gestão de Pessoas (Progep), apresentou perspectivas sobre formação continuada e as mudanças previstas pela Lei nº 15.141/2025. Esta lei projeta a criação dos cargos de Analista e Técnico em Educação, impactando a estrutura profissional.

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Durante as mesas de debate, foram apresentados dados sobre o aumento do número de matrículas em comparação com o quadro de servidores. Esses dados evidenciaram os impactos da sobrecarga de trabalho nas equipes pedagógicas, conforme informações do IFMG.

A atuação dos pedagogos foi comparada à de um “camaleão”, em referência à necessidade de adaptação constante às diferentes modalidades de ensino e perfis estudantis. Os Técnicos em Assuntos Educacionais também defenderam a consolidação de diretrizes institucionais.

Essas diretrizes visam fortalecer sua atuação no ensino, pesquisa e extensão, evitando a redução das atribuições a funções exclusivamente burocráticas. A discussão focou na valorização e reconhecimento das diversas frentes de trabalho desses profissionais.

Saúde mental e relações de trabalho

A “Dinâmica da Mochila” foi um dos momentos do encontro, uma atividade coletiva para reflexão sobre saúde mental no ambiente institucional. Os participantes foram divididos em grupos para identificar fatores associados ao adoecimento dos trabalhadores.

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Entre os fatores identificados estavam o acúmulo de funções, a escassez de recursos humanos, a desvalorização do trabalho pedagógico e a judicialização crescente das relações escolares. As discussões apontaram para a necessidade de ações de apoio.

O grupo destacou a necessidade de fortalecer políticas institucionais de cuidado, com ações voltadas à democratização dos espaços de decisão. Também foram mencionadas a importância do dimensionamento adequado das equipes e a formação de lideranças humanizadas.

A criação de momentos de integração entre os servidores foi outro ponto levantado para promover o bem-estar. A programação incluiu um eixo específico sobre Comunicação Não Violenta (CNV) e Mediação de Conflitos na Educação Profissional e Tecnológica.

Este eixo focou na construção de práticas institucionais baseadas no diálogo e no acolhimento. O objetivo foi desenvolver abordagens que promovam um ambiente de trabalho mais colaborativo e menos conflituoso.

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O encontro foi encerrado com a elaboração da Carta de Congonhas, um documento que reúne os principais encaminhamentos e compromissos definidos pela plenária. Este documento servirá como guia para as ações futuras do grupo.

Entre as deliberações aprovadas estão a apresentação do diagnóstico sobre identidade profissional das categorias ao Colégio de Dirigentes. Também foi solicitada celeridade na análise da minuta das Equipes Pedagógicas Multiprofissionais.

Outras deliberações incluem a implementação de formações em Comunicação Não Violenta e Mediação de Conflitos, e a elaboração do regulamento do GPTAE. Os participantes aprovaram por aclamação o Campus Bambuí como sede do III Encontro do GPTAE.

O grupo encerrou o evento reafirmando a importância das equipes pedagógicas na construção das políticas educacionais do IFMG. A promoção de uma educação pública pautada pelo afeto, diálogo, cuidado e compromisso social foi enfatizada.

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