Profissionais da educação da rede municipal de Belo Horizonte realizaram uma vigília em frente à Secretaria Municipal de Planejamento (SMPL) na tarde desta terça-feira (2). O protesto ocorre em meio ao impasse sobre o corte de ponto dos grevistas e a recusa da prefeitura em permitir a reposição das aulas, pautas centrais do movimento que já dura 37 dias e busca a reabertura das negociações com o governo.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal (Sind-Rede/BH), a mobilização se intensificou após uma comissão de profissionais ser impedida de acessar o prédio da secretaria. O sindicato alega que o grupo foi cercado pela Guarda Civil Municipal (GCMBH), o que motivou a permanência dos manifestantes no local, que aguardavam uma reunião com representantes do governo para discutir a pauta da greve.
De acordo com informações do jornal O Tempo, a principal reivindicação é a suspensão do corte de ponto. Vanessa Portugal, diretora do Sind-Rede/BH, afirmou que a administração não aceita a reposição das aulas. “Ele cortou o ponto dos grevistas e não aceita a reposição das aulas. Só voltamos para as escolas quando ele voltar atrás. Tínhamos uma reunião às 14h e seguimos esperando. A obrigação da PBH é garantir os 200 dias letivos de aula”, declarou.
Ação da Guarda Municipal
Conforme uma publicação do Sind-Rede/BH, a mobilização ocorreu após uma comissão de trabalhadores se dirigir ao hall da secretaria. A entidade informou que a Guarda Civil Municipal foi acionada pela administração para restringir a movimentação do grupo. “Diante disto, a categoria encerrou a assembleia e subiu em vigília para a porta da secretaria”, comunicou o sindicato em uma postagem nas redes sociais.
A categoria, em greve há 37 dias, também reivindica reajuste salarial para todos os profissionais da educação e a restituição dos valores descontados dos trabalhadores que aderiram ao movimento. A entidade sindical informou que parlamentares, movimentos sociais e outras organizações foram convocados para prestar apoio aos manifestantes durante a vigília, buscando fortalecer as negociações com o Executivo municipal e garantir a proteção dos grevistas.
A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) foi procurada pela reportagem de O Tempo para dar esclarecimentos sobre a atuação da Guarda Municipal e para comentar as reivindicações dos trabalhadores da educação. Até o momento da publicação original, o posicionamento da prefeitura era aguardado e seria acrescentado ao texto assim que fosse recebido.
