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Empresas mineiras estão investindo em projetos de economia verde para aumentar a competitividade no mercado. A Usina Cerradão, uma das maiores produtoras de bioenergia do país, é um exemplo. Em 2026, ela gerará energia limpa suficiente para abastecer uma cidade de 900 mil habitantes por mais de um ano.
De acordo com o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), a empresa utilizou crédito verde para financiar seu projeto. O caso foi apresentado no evento Conexão Verde: BDMG descarboniza, que reuniu mais de 300 pessoas, incluindo especialistas e representantes do setor privado.
O presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto, afirmou que a pauta verde é estratégica para o banco. Até junho de 2026, foram liberados R$ 276 milhões em crédito sustentável para empresas e municípios.
Andréa Mota, executiva com experiência em multinacionais, destacou que sustentabilidade gera valor e receita. “Precisa estar na estratégia das empresas”, disse. O evento contou com apoio da Cemig, Invest Minas e Fiemg.
Diferencial no agronegócio
No agronegócio, o crédito do BDMG viabilizou projetos como o da Usina Cerradão, que adquiriu o maior turbogerador movido à biomassa do mundo. A empresa agora comercializa créditos de carbono.
A Expocacer, cooperativa de cafeicultores, apresentou seu café regenerativo, primeiro no mundo com certificação sustentável em toda a cadeia produtiva. A NetZero também compartilhou iniciativas de descarbonização.
Responsabilidade ambiental
A farmacêutica Novo Nordisk destacou sua primeira fábrica circular no mundo, em Montes Claros. A MRV compartilhou seu plano de compensação voluntária de carbono.
Empresas como VLI Logística e Localiza apresentaram ações para reduzir emissões. O Grupo Heineken detalhou o projeto HeiForest, que busca zerar emissões líquidas e reaproveitar água na produção.
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