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Operação 9º Círculo realiza prisões e busca por fraudes bancárias em MG

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Uma operação conjunta do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) foi deflagrada nesta quinta-feira, [data], para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias. A ação, denominada Operação 9º Círculo, concentra-se na Região Metropolitana de Belo Horizonte, com ramificações em Sete Lagoas e em outros estados.

Foram cumpridos 14 mandados de prisão preventiva, resultando em 11 prisões até o momento. Além disso, 23 mandados de busca e apreensão foram executados por decisão da 5ª Vara de Tóxicos, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores de Belo Horizonte.

A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores de até R$ 10 milhões. O sequestro de veículos vinculados aos investigados foi outra medida imposta. Essas ações visam assegurar a futura reparação dos prejuízos causados às vítimas.

A investigação identificou que a organização criminosa atuava em núcleos, com divisão hierárquica de tarefas, desde 2023. A principal técnica utilizada, conhecida como “cesárea”, envolvia o recrutamento de entregadores de cartões bancários.

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Antes de entregar os cartões aos clientes, os entregadores repassavam as encomendas ao grupo. Este, por sua vez, retirava os chips legítimos e instalava chips adulterados, relacrando os envelopes para a entrega normal.

Com os chips e os dados das vítimas em mãos, obtidos por meio de engenharia social e senhas fornecidas por integrantes especializados, o grupo realizava transações fraudulentas. Essas transações ocorriam em maquinetas de cartão registradas em nome de terceiros.

Paralelamente, a organização mantinha uma segunda frente de atuação, focada na abertura fraudulenta de contas bancárias. Documentos falsificados eram usados em nome de terceiros, principalmente pessoas idosas e aposentadas.

O objetivo era a contratação irregular de empréstimos e a obtenção de cartões de crédito. Esta vertente contava com a participação de um funcionário bancário, que utilizava seu cargo para viabilizar a abertura de contas e a remoção de bloqueios de segurança.

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As requisições às instituições financeiras identificaram 1.289 cartões adulterados. Estes estavam associados a entregas de empresas de logística contratadas pelos bancos, conforme apurado pela investigação.

A quebra de sigilo bancário revelou uma movimentação financeira global de mais de R$ 21,9 milhões entre os investigados. Este valor está distribuído em mais de 87 mil transações.

O nome “Operação 9º Círculo” faz referência ao último círculo do Inferno descrito por Dante Alighieri. Este círculo é reservado àqueles que praticam traição e fraude, o que, segundo o MPMG, sintetiza a conduta atribuída ao grupo.

As investigações prosseguem para a identificação completa dos integrantes da organização e a recuperação dos ativos desviados. O MPMG reforça que as medidas têm caráter cautelar e que todos os investigados respondem ao processo sob a garantia da presunção de inocência.

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