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Minas Gerais inicia projeto de restauração ecológica no Rio Doce

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O Governo de Minas Gerais iniciou em junho um projeto de restauração ecológica na bacia do Rio Doce, com investimentos estimados em R$ 1 bilhão. As ações abrangem 200 municípios e incluem recuperação ambiental, conservação de solo e água e incentivos econômicos para produtores rurais.

De acordo com o Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), o programa Rio Doce Mais Vida é a maior iniciativa de restauração ecológica já estruturada pelo estado. O projeto visa recuperar áreas degradadas, regularizar propriedades rurais e fortalecer serviços ecossistêmicos.

Entre as medidas previstas estão a recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais (RL), além da adoção de práticas conservacionistas. O projeto também inclui Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) para proprietários que contribuam com a conservação da vegetação nativa.

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Serão implantadas técnicas como plantio de mudas nativas, regeneração natural assistida e controle de erosão com barraginhas e terraceamentos. O programa também prevê a adequação de estradas rurais, construção de aceiros e soluções de saneamento rural.

Atendimento técnico e viveiros-escola

O projeto contará com balcões itinerantes para atendimento técnico em municípios prioritários. Produtores receberão orientações sobre Cadastro Ambiental Rural (CAR) e adesão ao Programa PRA Produzir Sustentável.

Dois viveiros-escola florestais serão instalados em Governador Valadares e Ubá para produção de mudas nativas e capacitação de produtores e profissionais. Segundo o Instituto Estadual de Florestas (IEF), os viveiros ampliarão a estrutura de restauração na região.

Marina Fernandes Dias, diretora do IEF, afirmou que o projeto combina regularização ambiental, conservação de recursos hídricos e incentivos econômicos. “É uma política pública integrada para manutenção da conservação ao longo do tempo”, disse.

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Metas e cronograma

O Rio Doce Mais Vida abrange 200 municípios, divididos em dois polos: Aimorés (123 cidades) e Mariana (77 cidades). O edital para o Polo Aimorés será publicado em junho de 2026, com atividades iniciando em novembro. Já o Polo Mariana terá edital em outubro de 2026, com execução a partir de abril de 2027.

A meta é restaurar 12 mil hectares em 20 anos, sendo 9 mil hectares em propriedades privadas e 3 mil em Unidades de Conservação estaduais. O projeto integra o Novo Acordo de Reparação do Rio Doce, firmado após o rompimento da Barragem de Fundão em 2015.

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