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UFLA discute mudanças climáticas e preservação de tipuana centenária em Lavras

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A Universidade Federal de Lavras (UFLA) sediou, em 25 de junho, o II Encontro Municipal de Mudanças Climáticas e Gestão de Riscos. O evento reuniu representantes de órgãos governamentais, do terceiro setor e de instituições de ensino para discutir desafios ambientais em Lavras.

Durante o encontro, foram apresentados resultados de levantamentos sobre áreas de risco, vulnerabilidades territoriais e arborização urbana. Estes temas estão relacionados à preservação ambiental e ao planejamento da cidade, conforme discutido pelos participantes.

Este encontro deu continuidade às ações iniciadas em outubro de 2025, quando instituições e pesquisadores discutiram as vulnerabilidades ambientais de Lavras. Na ocasião, foram definidos caminhos para uma atuação integrada na gestão de riscos climáticos.

Discussões sobre árvore centenária

Uma das frentes apresentadas foi o estudo para a preservação genética da tipuana localizada na Praça Dr. Augusto Silva. Pesquisadores da UFLA avaliam técnicas de propagação vegetal, como estaquia e micropropagação, para resgatar materiais da árvore.

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O objetivo é produzir novos indivíduos, preservar as características da espécie e manter a relação simbólica da árvore com a história de Lavras. A tipuana é considerada um patrimônio ambiental e cultural da cidade.

De acordo com o professor Gilvano Ebling Brondani, da Escola de Ciências Agrárias de Lavras (Esal/UFLA), a árvore centenária representa os impactos das transformações climáticas. Ela é um indicador das vulnerabilidades urbanas, abordando arborização, preservação histórica e adaptação.

O encontro também incluiu análises climáticas de Lavras. Os dados apresentados indicam tendências de aumento das temperaturas máximas e mudanças em variáveis ambientais. Isso inclui a velocidade dos ventos, a frequência e a intensidade das chuvas, reforçando a necessidade de monitoramento e planejamento urbano.

Próximos passos

De acordo com o professor José de Arimatéia Dias Valadão, da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas da UFLA (FCSA) e um dos organizadores, a iniciativa busca criar uma rede de diálogo. Esta rede envolverá ciência, poder público e sociedade de forma permanente.

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Valadão explicou que uma das próximas etapas é reunir os atores interessados para a criação de grupos de trabalho. Estes grupos contribuirão para a construção de uma nova cartografia de riscos e vulnerabilidades do município, utilizando informações e conhecimentos já catalogados.

De acordo com os pesquisadores envolvidos, a proposta é integrar diferentes áreas do conhecimento. O objetivo é transformar dados científicos em ações práticas para o município, com estratégias de médio e longo prazo.

José de Arimateia também mencionou a necessidade de ampliar as discussões para outras temáticas e focar em regiões vulneráveis. A região Norte, por exemplo, possui características específicas e concentra uma parcela significativa da população idosa.

Além da UFLA, o projeto conta com a participação da Prefeitura de Lavras, da Associação Regional de Proteção Ambiental (Arpa) e do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. Também estão envolvidos o Instituto Estadual de Florestas (IEF), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Centro Universitário de Lavras (Unilavras).

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