As estatais federais brasileiras registraram lucro líquido de R$ 169,4 bilhões em 2025, um crescimento expressivo de 45,4% em relação ao ano anterior. De acordo com o Ministério da Gestão e Inovação, o resultado consolida três anos consecutivos de desempenho positivo, com lucro acumulado próximo a R$ 484 bilhões no período.
Os investimentos das empresas públicas também alcançaram patamar recorde, totalizando R$ 115,9 bilhões no ano passado. O valor representa aumento de 115% na comparação com 2022, demonstrando o compromisso com o desenvolvimento nacional.
Desempenho financeiro robusto
O faturamento das estatais federais somou R$ 1,4 trilhão em 2025, crescimento de 6,3% ante 2024. Os ativos totais chegaram a R$ 7,2 trilhões, enquanto o patrimônio líquido superou pela primeira vez a marca de R$ 1 trilhão.
Segundo a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), as 44 empresas controladas pela União respondem por cerca de 5% do PIB nacional e 6% da arrecadação tributária do país.
Elas atuam em setores estratégicos como energia (Petrobras), defesa (Amazul), segurança alimentar (Conab), crédito (bancos públicos), saúde (Ebserh) e pesquisa científica (Embrapa).
Distribuição de resultados
O lucro permitiu o pagamento de R$ 84,2 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio, sendo R$ 45,8 bilhões destinados à União. Apesar da queda de 44,6% ante 2024, o valor reflete maior retenção de lucros para investimentos.
“As estatais conciliam resultados financeiros com políticas públicas, operando como geradoras líquidas de receita para a União”, destacou Elisa Leonel, secretária da Sest. Ela ressaltou que os dados mostram avanços na capacidade de investimento e governança.
Destaques setoriais
Entre os principais resultados, a Petrobras atingiu produção recorde de 4,32 milhões de barris/dia. O BNDES injetou em média R$ 1 bilhão diário na economia, enquanto a Finep liberou R$ 15,3 bilhões para ciência e tecnologia.
Na saúde, as estatais realizaram 9,8 milhões de atendimentos pelo SUS. Já a Conab executou o maior Programa de Aquisição de Alimentos da história, adquirindo 88 mil toneladas de produtos.
O relatório completo está disponível no site do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
