Registro da 1ª Oficina de Gastronomia Funcional: Oficina de Panificação Funcional que ocorreu no Laboratório de Técnica Dietética da FANUT, em junho. (Foto: Arquivo/Coordenação do Projeto)
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Unifal realiza oficinas de gastronomia funcional e PANC para educação alimentar e formação profissional

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Oficinas práticas sobre alimentos funcionais, preparo de receitas e escolhas alimentares são desenvolvidas na UNIFAL-MG. O projeto de extensão “Gastronomia Funcional” está vinculado ao Programa Integrado de Estratégias Nutricionais (PIEN) da Faculdade de Nutrição (FANUT).

A iniciativa busca contribuir para a formação de profissionais da área de alimentação. Também visa capacitar pessoas para compartilhar conhecimentos com diferentes públicos. De acordo com informações da Unifal, o projeto é coordenado pela professora Letícia Tamie Paiva Yamada.

Letícia Tamie Paiva Yamada – professora da Faculdade de Nutrição é quem coordena o projeto. (Foto: Arquivo Pessoal)

O projeto integra as atividades de curricularização da extensão da disciplina Alimentação e Sustentabilidade, do curso de Nutrição. Ele também mantém interface com estudos desenvolvidos pelo Grupo de Pesquisa Nutrição e Saúde de Populações.

A equipe inclui a bolsista Yasmin Ceravolo de Oliveira e os estudantes voluntários Bianca Passoni, Guilherme Soares Lapa Assis, Lívia Guimarães Silva, Maria Vitória de Moura e Vívian Caroline dos Santos Michelin. O chef Rodrigo Aparecido Terra, professor do curso de Gastronomia do SENAC, é parceiro da iniciativa.

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Segundo a coordenadora do projeto, as oficinas de gastronomia funcional promovem educação alimentar. Elas orientam os participantes sobre o uso adequado de ingredientes com propriedades funcionais. O projeto já desenvolveu o Dia Mundial da Gastronomia Sustentável e a 1ª oficina de Gastronomia Funcional.

“Além de TCCs e artigos de pesquisa, o projeto já desenvolveu o Dia Mundial da Gastronomia Sustentável e a 1ª oficina de Gastronomia Funcional: Oficina de Panificação Funcional que ocorreu no Laboratório de Técnica Dietética da FANUT, oportunidade em que os participantes aprenderam a produzir pães, bolos e biscoitos sem glúten, sem lactose ou com ingredientes com bioativos funcionais”, detalha a professora Letícia Yamada.

As oficinas utilizam conhecimentos gerados em estudos desenvolvidos por docentes envolvidos no projeto. A professora Flávia Della Lucia, vice-coordenadora, pesquisou sobre o marolo. A professora Letícia Yamada estudou alimentos como azedinha, mangarito e urucum. A professora Roberta Ribeiro da Silva Barra pesquisou a ora-pro-nóbis.

O Grupo de Pesquisa Nutrição e Saúde de Populações também desenvolve projetos relacionados a compostos bioativos. Estes projetos abordam a modulação de doenças crônicas não transmissíveis. Os conhecimentos produzidos pelo grupo subsidiam a seleção dos ingredientes, a preparação de materiais didáticos e a elaboração das atividades.

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Entre os objetivos estão ampliar a formação de agentes multiplicadores e contribuir para a oferta regional de alimentos. O projeto também visa apoiar a qualificação da alimentação em escolas municipais. Para isso, prevê atividades de capacitação de merendeiras da rede municipal.

Oficinas utilizam conhecimentos gerados em estudos desenvolvidos por docentes envolvidos no projeto. (Fotos: Arquivo/Coordenação do Projeto)

PANC na Mesa

Evento PANC na Mesa, realizado em alusão ao Dia da Gastronomia Sustentável, em 18 de junho. (Foto: Arquivo/Dicom)

O evento PANC na Mesa, vinculado ao Gastronomia Funcional, foi realizado em 18 de junho. A atividade celebrou o Dia da Gastronomia Sustentável. Ela abordou as Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) por meio de demonstrações práticas e degustação.

Houve troca de conhecimentos sobre identificação, preparo seguro e inclusão dessas espécies na alimentação. A professora Letícia Yamada, que coordenou o evento com o professor Ramon Alves de Oliveira Paula, relatou os objetivos da atividade.

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“A atividade teve por objetivo ampliar o repertório alimentar da comunidade de Alfenas, fomentar práticas gastronômicas mais diversas e sustentáveis já que estas plantas são bem rústicas e muito adaptadas ao nosso clima e solo e, portanto, precisam de poucos insumos e defensivos agrícolas para se produzir”, relatou a professora Letícia Yamada.

Conforme a coordenadora, PANC designa espécies com partes comestíveis não encontradas ou cultivadas habitualmente. “Esses alimentos reúnem mais de 351 espécies catalogadas com rigor científico e ocorrem em todo o território nacional”, explicou a professora.

Essas plantas são ricas em proteínas, vitaminas, compostos bioativos e minerais. Segundo a professora, muitas superam em valor nutricional hortaliças mais comercializadas, como alface e couve. No Sul de Minas, espécies conhecidas incluem marolo, ora-pro-nóbis, serralha, almeirão-roxo, urucum e taioba.

Produtores rurais também conhecem alimentos como mangarito, cará-do-ar e taro. Essas plantas contribuem para a diversidade alimentar e a sustentabilidade. O projeto visa disseminar o conhecimento sobre esses recursos naturais.

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O termo PANC (Plantas Alimentícias Não Convencionais) é utilizado para designar espécies que possuem uma ou mais partes comestíveis, mas não são encontradas ou cultivadas habitualmente nos circuitos convencionais de consumo. (Fotos: Arquivo/Dicom e Coordenação do Projeto)

Próximas oficinas

As próximas atividades estão previstas para começar neste mês de agosto. A expectativa é que abordem temas como Alimentação na Depressão e na Ansiedade. Outros tópicos incluem Geleias Funcionais e Alimentação nos Transtornos do Espectro Autista (TEA) e no Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

Cada oficina tem capacidade para 25 participantes, limite correspondente à estrutura do laboratório. As inscrições serão abertas pelo sistema de ações de extensão da UNIFAL-MG. A divulgação das atividades pode ser acompanhada pelo perfil @gastronomiafuncional.unifal no Instagram e pela página da FANUT.

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