A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais deve ter um novo comando a partir desta quarta-feira (12). O advogado Daniel Medrado, até então subsecretário de Atração de Investimentos, deve assumir a pasta, substituindo Gustavo Braga, que esteve no cargo por aproximadamente três meses. Esta é a terceira troca na secretaria desde que o governador Mateus Simões assumiu o governo estadual em março.
De acordo com o jornal O Tempo, a troca, ainda não oficializada, fará de Medrado o terceiro secretário desde que Simões assumiu o governo em 22 de março. Considerando a saída de Igor Alvarenga no ano passado, a pasta terá tido quatro titulares em cerca de um ano, incluindo o período da gestão de Romeu Zema. O governo foi contatado na noite de terça-feira (11), mas não se posicionou.
As mudanças na pasta se intensificaram após a demissão do então secretário Rossieli Soares, que ocorreu em meio a denúncias sobre um contrato de R$ 348 milhões para a aquisição de material didático. Após a saída de Soares, a secretaria passou a ser comandada por Gustavo Braga, que anteriormente ocupava o cargo de chefe de Gabinete do então secretário de Governo, Marcelo Aro.
A permanência de Braga no cargo durou cerca de três meses. A nova troca acontece após um acirramento na relação entre Marcelo Aro e o governador Simões durante as articulações para as eleições de outubro. Nos bastidores, avalia-se que a crise entre os dois políticos teria impactado a relação do governador com o secretário Braga, levando à sua substituição.
Críticas da oposição
A nova mudança no comando da Educação gerou críticas da oposição na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A deputada Beatriz Cerqueira (PT) classificou a sequência de trocas como anormal e afirmou que a pasta estaria sendo utilizada politicamente pelo governo estadual. “Não é normal e natural que em menos de quatro anos a gente tenha quatro secretários”, afirmou a parlamentar, incluindo Igor Alvarenga na contagem.
Para a deputada, a frequência das mudanças indica que a secretaria estaria sendo usada como um instrumento para negociações políticas. “A secretaria tem sido utilizada como moeda de troca. O governador precisava negociar e a secretaria de Educação é boa para isso: grande orçamento, pode fazer contrato sem licitação, contrato por adesão”, declarou Beatriz Cerqueira, que classificou a situação como um “balcão de negócios”.
